Muito provavelmente o ex-prefeito Tuga Angerami em determinado momento de sua administração, uma vez que não poderia cumprir todas as promessas de campanha, estabeleceu que a lembrança maior de sua gestão seria a retomada do equilíbrio financeiro do município.
Neste particular foi firme, negociou, envolveu parte da sociedade, enfim, garantiu ao prefeito eleito as certidões necessárias para retomada de crédito do município.
Talvez, neste mesmo objetivo de sanear as contas públicas, Tuga tenha ordenado que houvesse sobras de caixa. Ficou em conta, algo próximo da R$ 30 milhões. Seria um montante bem-vindo se não fosse um valor ilusório.
Essa ilusão vem da não realização da previsão orçamentária. Os precatórios de 2008, por exemplo, foram pagos com valores a menor, a partir de uma interpretação jurídica, questionável, que dependendo da decisão judicial deverá ser honrada no futuro.
Outro exemplo é a frota da prefeitura. Sucateada. Tanto é verdade que haverá um leilão dessas sucatas. Isso tudo sem falar as péssimas condições do banheiro da Praça Rui Barbosa, do Teatro Municipal (por sinal, precisa ele todo de manutenção), buracos, e tantos outros itens.
Como administrar é fazer escolhas, o ex-prefeito fez a sua: deixar de gastar no que é necessário para passar imagem de sobras de recursos.
O alerta é para que não haja ilusão com o dinheiro deixado.
Mas uma coisa é verdadeira: Tuga não precisaria deste artifício, pois, com sua experiência fez o que tinha que fazer. Só errou em imaginar que sanear concorre com estar presente na sociedade e conviver com seus eleitores.
Fica ao menos a constatação que garantir sobras de dinheiro adiando gastos, qualquer pobre mortal é capaz.














