mai 13
    

 

 Certos setores da economia dependem do crédito para manutenção e expansão de seu mercado. É o caso específico do setor automotivo.

 

Com a crise financeira internacional, os juros finais aumentaram e foi estabelecido maior rigor na concessão de crédito. A conseqüência foi a queda no nível de atividade.

 

O setor automotivo observou queda expressiva em suas vendas, isso tudo em ambiente de cautela por parte do consumidor.

 

A ação do governo, tardia por sinal, foi no sentido de reduzir a taxa básica de juros e paralelamente reduziu a carga de tributos no setor.

 

Os juros demoraram a cair na ponta, para o tomador de recursos, mas o efeito da redução dos tributos foi imediata.

 

Houve recuperação de parte das vendas o que minimizou a queda no emprego no setor.

 

Esse desempenho é clara demonstração do peso dos tributos na economia brasileira. Com uma carga tão elevada como a praticada no Brasil, a terceira maior do mundo, é evidente que os preços finais encarecem e muitos consumidores ficam alijados deste mercado.

 

É evidente que antes da crise o consumidor até aceitava preços maiores, mas esses eram compensados pelo crédito mais barato.

 

Em resumo: o peso do Estado na economia é exagerado e a retomada do crescimento da economia brasileira precisa combinar políticas fiscais adequadas, notadamente na queda dos tributos e ao mesmo tempo flexibilização da política monetária, com juros menores, na ponta.

 

Não dá para aceitar outra combinação se queremos efetivamente sair rapidamente da crise.

 

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