dez 11
    

Toda vez que se aproxima o final de ano vem sempre à preocupação de como fechar o ano “honrosamente”.

Durante o ano nos rendemos à sedução do consumo. Por necessidade, status e até mesmo por fuga ou compensação muitas pessoas extrapolam o limite razoável do consumo e a conseqüência em muitos casos é o endividamento.

Muitos até dizem: “consumo, logo existo”, e acabam entrando em um ciclo vicioso que leva a busca de renda cada vez mais elevada (o dia-a-dia passa ter um ritmo alucinante) e se esta não for suficiente, leva a busca de crédito e por conseqüência gastos adicionais em juros.

Chegar neste período do ano usando o cheque especial, pagando o mínimo da fatura do cartão de crédito e até mesmo com contas atrasadas, gera um desconforto que leva ao comprometimento da qualidade de vida.

Observem que mencionei sedução do consumo e perda de qualidade de vida. Desta maneira podemos concluir que o comportamento das pessoas ao lidar com o dinheiro transcende o econômico e passa ser emocional.

Saber falar não ao consumo exagerado exige habilidade emocional. Identificar eventuais distúrbios nesta direção é o primeiro passo para recuperar a qualidade de vida.

Para muitos brasileiros o final de ano é sinônimo de entrada extra de dinheiro. Recursos adicionais ampliam a tentação do consumo. É neste momento que vale refletir: ampliar o consumo ou equacionar pendências financeiras? Parece-me mais prudente eliminar as pendências.

Neste caso a decisão deve contemplar o pagamento das dívidas mais onerosas. Levante as pendências e confira a taxa de juros de cada modalidade. Na média de mercado o cartão de crédito é a mais alta, seguida do cheque especial.

É evidente que nesta altura muitos já comprometeram todo o recurso adicional recebido, o que não quer dizer que não seja possível ter um final de ano bom. Surge então a criatividade. A cooperação é um bom caminho. As famílias reunidas podem e devem se cotizar. Os produtos importados estão com preços convidativos à medida que o real se valorizou frente ao dólar, assim em possível adquirir mais produtos com menos recursos. Cada um pagando um pouco garantirá mesa farta, sem contar a oportunidade da confraternização familiar.

Independentemente dos acertos financeiros e da estratégia traçada para melhorar a qualidade vida, o indicativo é não incorrer nos mesmos erros no futuro. Implementar o planejamento e o controle das finanças domésticas é o primeiro passo. Depois é manter a disciplina nos gastos, segurar o emocional e traçar metas que permitam ir além do sair do vermelho, permitindo começar a poupar.

Final de ano tempo para priorizar a busca de qualidade de vida. Comece pela boa gestão das finanças pessoais.

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dez 4
    

A manchete não está errada. A discussão do mundo econômico é se a recuperação da economia se dará em W, U ou V.

Muitos colocam somente o W e o U, mas a inclusão do V apresenta alternativa a análise.

Os indicadores da economia no mundo todo demonstram que boa parte dos países saiu chamada recessão técnica. Há abalos ainda, como o de Dubai, mas já não são capazes de provocar estragos tão intensos nas bolsas e na própria economia.

O Brasil tem demonstrado vigor na recuperação econômica. Estudos apontam para um crescimento na ordem de 5% para 2010.

Na condução da política macroeconômica a dúvida que existe é se a retomada do crescimento é sustentável.

Uma ala de economistas entende que poderemos observar novo ciclo de recessão. Neste caso estaríamos no formato W, ou seja, a economia teve um decréscimo, retomando em seguida, mas se abalando novamente, até ensaiar nova recuperação. Podemos chamar de cenário pessimista. A justificativa seria a volta da inflação à medida que os preços ficaram defasados no ápice da crise. Para combater a alta de preços seria necessária uma política monetária austera, indo no sentido contrário do crescimento mais robusto da economia.

Outra ala entende que teremos uma recuperação em U, ou seja, teríamos chegado ao fundo do poço, e agora seria a vez da recuperação, mais lenta, suave como a parte debaixo da letra U. Cenário intermediário.

Já a recuperação em V apontaria para uma recuperação mais rápida, com pouca permanência na área de recessão. Cenário otimista.

Tanto para análise em U como para em V a aposta é que não haveria ambiente para novas quedas no desempenho econômico, posto que teríamos chegado ao limite de quedas no mundo todo.

Compartilho com aqueles que entendem que a economia se recupera em U. A crise internacional se apresentou como verdadeiro aprendizado e a ciência econômica já provou ter testado mecanismos que permitem encurtar os ciclos econômicos.

De qualquer maneira cada um pode fazer sua leitura. O fundamental é ter conseguido no período de crise, assimilar as mudanças na forma de atuar no ambiente econômico e com isso enfrentar tanto crescimento, como eventual recessão, com muita maturidade, ou seja, mais bem preparados.

Escolha sua letra.

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nov 19
    

James Hunter em seu livro “O Monge e o Executivo” ao tratar de liderança coloca entre outros pensamentos a indicação que “se continuarmos fazendo as mesmas coisas, colheremos os mesmos resultados”. Na prática o que Hunter coloca é que sejamos capazes de fazer diferente para colher diferente.


Isso vale para tudo. Muitas vezes estamos desgostosos com a nossa vida profissional. Lamentações e mais lamentações, gerando um ciclo vicioso que alimenta a alma negativamente. Neste momento algo mais forte tem que nos mover, indicando “se continuar fazendo as mesmas coisas, colherá os mesmos resultado”, e neste mesmo momento tem vir o plano alternativo, de mudar o rumo das coisas. Pode ser uma mudança simples, de rotina, por exemplo, ou até mesmo mais radical, de emprego.


Observo muitos casais descontentes com o relacionamento amoroso. Acham que a coisa está muita fria. Se continuarem mantendo a forma atual de se relacionar, a coisa irá continuar fria.


Na escola estudantes que tiram notas ruins pressionam os professores, entretanto se esquecem de avaliar como estão estudando. Invariavelmente deixam acumular matéria e estudam nas vésperas das provas. Se continuaram estudando assim, terão os mesmos resultados.


Empresários, profissional liberais e uma série de outros profissionais criticam a condução da economia, a gestão do país, o caos das cidades, o trânsito, a correria do dia a dia, enfim, tudo que entendem que atrapalham o desempenho profissional e até pessoal, contudo, são poucos que estão dispostos a lutar para mudar este estado de coisas, e vivem isolados, sem preocupação coletiva, portanto, continuam a fazer as mesmas coisas, colhendo os mesmos resultados.


O calendário é sábio. A proximidade do final de ano nos leva a refletir sobre nossa conduta e nos indica que planejar é preciso. Entendo que devemos aproveitar a virada do ano e elencar aquilo que precisamos fazer diferente para colher diferente.


Uma coisa é certa: as coisas mudam e o conhecimento se multiplica, se não sairmos da zona de conforto, continuaremos colhendo os mesmos resultados, mantendo a insatisfação atual.


Fazer mais e diferente, mudando o rumo das coisas. Reflita sobre isso.

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nov 9
    

Em todos os setores da economia é sempre salutar a concorrência. Os consumidores precisam de opções para escolher o melhor produto ou serviço no sentido de maximizar o uso de seu dinheiro. Isso é realidade em muitos segmentos, contudo, no setor bancário isto está distante.

O mercado bancário está cada vez mais concentrado. São aquisições e incorporações que tornam este mercado mais estreito. Por outro lado há uma tentativa em garantir mais mobilidade ao correntista, entretanto os bancos resistem como podem.

Na prática a sociedade vive uma total dependência do setor bancário. Isso ficou mais evidente na recente greve dos bancários que atingiu parte do território nacional. Todos se viram perdidos e sem alternativas para contornar tal dependência.

A denominada portabilidade do crédito foi criada visando oferecer ao correntista liberdade de escolha. Muitas vezes, no sentido de evitar a perda do histórico de relacionamento com o banco, os correntistas se vêem obrigado a aceitar condições impostas pelo banco em relação às tarifas, modalidades de crédito, taxa de juros e prazo de financiamento. Esta prática vai no sentido contrário a livre concorrência. Acaba gerando certa imposição por parte dos bancos à medida que o correntista se vê acuado, sem opções.

Com a portabilidade do crédito é possível abrir negociação. Um banco concorrente pode oferecer condições mais vantajosas, que levaria a economia em termos de juros ou até mesmo um alívio no fluxo de caixa do correntista.. Esse correntista então poderia conseguir novo crédito, liquidando o crédito antigo e mais caro. Seria o amplo conceito da liberdade de escolha

Isto seria verdadeiro se os bancos apostassem nisso, mas se fazem de mortos. Experimente manter contato com um banco pedindo orientações sobre a portabilidade. Irão desconversar e até mesmo dizer que desconhecem o assunto.

Isso nos remete a imaginar que não há interesse por parte dos bancos que compõem o sistema bancário nacional. É como se houvesse um acordo entre eles, ilegal naturalmente. Passam a impressão que se um banco for mais agressivo nesta questão, sofrerá uma reação de todo o sistema e haveria perda de rentabilidade e até mesmo de clientes.

O caminho é o governo sair na frente. Estimular os bancos oficiais e entrarem nesta briga. Com publicidade agressiva os correntistas poderiam trocar de banco e com isso reduzirem o custo de suas operações.

Considerando que é um mercado com poucos e importantes grupos financeiros, não é tarefa fácil mudar o comportamento enraizado há anos. Mas é preciso dar um primeiro passo.

Oxalá que no futuro cada de um de nós possa efetivamente ter liberdade de escolha, não depender de uma única empresa e acima de tudo poder maximizar o uso do suado dinheiro.

Até que isso aconteça que ao menos o governo use seu poder para interferir neste mercado em favor dos correntistas.

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out 22
    

O governo utilizou-se da velha prática de criar impostos para encobrir a ineficiência estrutural do país.

Com a entrada maciça de dólares no país a cotação da moeda norte americana despencou. O real, sobrevalorizado, é um impeditivo para ampliação das exportações brasileiras e na outra ponta um estímulo as importações.

O governo, através de sua equipe econômica, optou por taxar com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) o ingresso de recursos estrangeiros, canalizados para os mercados de renda fixa e de capitais.

Resolverá o problema? O dólar subirá? No curto prazo o mercado reagirá no sentido desejado pelo governo, contudo, não se sustenta por um longo prazo. Na prática o Brasil oferece uma taxa de juros real, acima da inflação, muito atrativa, e não será a alíquota de 2% deste novo imposto que irá segurar a cotação do dólar.

Há quanto tempo ouvimos falar e comprovamos a existência do chamado custo Brasil? O custo Brasil é o resumo “romântico” da total falta de competitividade dos produtos brasileiros. Assim o custo de produção é onerado com estradas ruins, portos e aeroportos obsoletos, falta de infraestrutura no armazenamento e escoamento da produção, carga tributária elevada, juros nas alturas, leis trabalhistas ultrapassadas, judiciário lento, estado ineficiente, entre tantas outras.

A cotação do dólar no patamar atual pode sim ser competitiva, desde que eliminemos todo desperdício de recursos que o Brasil apresenta, os quais, acabam onerando em demasia o preço final dos produtos brasileiros, forçando a compensação via câmbio.

Se efetivamente o Brasil se apresenta como a bola da vez para o capital estrangeiro, e se mantivermos e devemos manter o câmbio flutuante, taxações são somente paliativos que não atacam as causas do problema. Dá até para desconfiar se o governo federal não está querendo somente compensar a perda de arrecadação deste ano, criando um novo imposto.

Se houver uma disposição em tornar o Brasil mais competitivo, agregando valor ao produto a ser exportado, é factível pensar em um dólar no preço atual, sem que haja perda de exportação.

Governos que pensam somente no curto prazo, são semelhantes àqueles que não planejam para onde querem ir, neste caso, qualquer lugar é bom.

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out 15
    

O dia 15 de outubro é consagrado ao Professor. Falo em consagrado porque é nesta dimensão que devemos entender a missão de educar.

Transcende o mero caráter da profissão que busca o sustento da família. Vai muito além, pois cabe ao Professor transformar a informação em conhecimento, e passar ser um referencial no tocante a formação de seus alunos.

Penso que há unanimidade no sentido de entender que a educação é capaz de construir uma verdadeira revolução. Se temos que forjar cidadãos, senhores de si, que sejam sujeitos da história, é via educação que conseguiremos.

Então porque esta profissão não foi sendo desprestigiada ao longo do tempo? Há muitas respostas, mas compartilho com aqueles que entendem que ao longo do tempo o interesse pessoal, do poder pelo poder, falou mai alto, e quem quer manter o status quo, não incentivará o desenvolvimento do senso crítico, uma das características do ensino sério, com qualidade.

Mesmo com tantos obstáculos, observamos que os Professores encaram seu desempenho como verdadeiros apóstolos. Emprestam seu tempo, conhecimento e sabedoria, para ajudar os pais na educação de seus filhos.

Muitos chegam a abrir mão do maior convívio familiar para cumprir esta nobre missão de educar.

O Professor é diferenciado. Tem presença de espírito, sabe lidar com situações adversas, é versátil, é capaz de deixar problemas pessoais de lado, para ministrar “aquela” aula com qualidade. É tolerante. É rigoroso. É um ser que possui alma de guerreiro. É ímpar. É sonhador. É até um visionário.

Professor de escola pública, particular, ensino fundamental, universitário, pouco importa, cada qual, dentro de espaço e tempo optou por servir e nãos ser servido.

Desafios? Inúmeros. Valorização profissional? Não há dúvida. Esmorecer diante da total desvalorização? Jamais.

É assim, cumprindo a missão de construir uma nova e crítica sociedade que o Professor tem muito a comemorar, sempre.

Professores: hoje é seu dia, comemore muito, pois o diferencial desta profissão está em sua essência.

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