17 de August de 2009
O Ministro Guido Mantega foi contundente ao avaliar o desempenho do Banco do Brasil que lhe garantiu a liderança no ranking nacional dos bancos. Afirmou que a estratégia do banco em ampliar o crédito com taxa de juros menor, garantiu este bom desempenho. Chegou até a desafiar os bancos privados. Tirando o exagerado da fala, o Ministro tem razão. O balanço da instituição apontou para um lucro de R$ 4 bilhões, com queda no calote. Avalio que os bancos privados terão que, ao longo do tempo se render a realidade de que juros altos não têm mais espaço no mercado. É ampliar o crédito, ganhando no volume, em detrimento a prática de juros elevados e menor volume de empréstimos.
Quem são os líderes?
Considerando os ativos dos bancos, ou seja, o volume de empréstimos realizados, os líderes do mercado são: em primeiro lugar o Banco do Brasil com R$ 598,8 bilhões, em segundo lugar o Itaú Unibanco com R$ 596,4 bilhões, em terceiro lugar o Bradesco com R$ 482,5 bilhões e na quarta posição o Santander com R$ 323,9 bilhões. Juntos totalizam R$ 2,00 trilhões de reais em ativos. Aqui fica clara a dimensão da atuação destes bancos no mercado.
Alemanha e França voltam a crescer
Boas notícias vindas da zona do euro: Alemanha e França voltaram a crescer, isto é, saíram da recessão técnica. Nos últimos três trimestres a economia destes países andou para trás. O crescimento ainda é tímido (0,3%), mas o importante é a sinalização do fim da recessão. Europa se recuperando, Estados Unidos tentando encontrar o caminho (setor industrial teve a primeira alta desde outubro do ano passado), China mantendo bom desempenho, são indicativos que o pior da crise já passou. No ambiente doméstico, podemos esperar um segundo semestre em crescimento, garantindo melhoria significativa no nível de atividade econômica.
Fiador que quer desistir de sua posição
Nos contratos de aluguel, visando ampliar as garantias do proprietário do imóvel, surgem as figuras da fiança bancária, do seguro fiança, por vezes depósitos em dinheiro e o tradicional fiador. É sempre uma situação difícil pedir a alguém que seja fiador. Mas é possível legalmente desistir de ser fiador. O Código Civil, em seu artigo 835, determina que “o fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo, sempre que lhe convier, ficando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após a notificação do credor”. Juristas entendem que deve existir uma cláusula prevendo esta desistência, à medida que alguém poderia assinar como fiador, viabilizando o aluguel do imóvel, e desistir imediatamente de ser fiador. Fique de olho em seu direito.
Carteira de Trabalho informatizada
Muitos trabalhadores já possuem a carteira de trabalho informatizada. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, desde que foi lançado, em maio de 2008, o novo documento foi emitido para mais de 2 milhões de trabalhadores. O documento, segundo o órgão, protege as informações anotadas relacionadas à identificação profissional e à qualificação civil do trabalhador e impedem fraudes contra o seguro-desemprego, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e benefícios previdenciários. Além disso, o documento possibilita que o atendimento ao trabalhador seja mais eficiente, pois permite a unificação da base de dados, facilitando a identificação do trabalhador, além de permitir a integração das ações da área de trabalho. É bom ressaltar que o novo documento só pode ser requisitado em via de continuação, quando a primeira via da carteira é totalmente preenchida; em primeira via; ou em segunda via, em casos de roubo, extravio furto ou perda da primeira via do documento. Cabe ressaltar que a carteira de trabalho manual ainda vale em todo o país. Logo logo todos os trabalhadores terão a carteira informatizada.
Imposto de renda: mais parcelas, sem correção
Foi aprovado no Senado e seguirá para Câmara de Deputados, o aumento no número de parcelas para quem tem imposto de renda a pagar. As atuais 8 cotas passariam para 9, com um detalhe: sem a correção hoje existente, ou seja, seriam parcelas fixas mensais. Se será sancionada desta maneira não sabemos, mas ajudaria no bolso da população, ajudaria.
Mude para melhor!
Lealdade, franqueza, transparência, ética, respeito ao outro, são alguns importantes atributos para uma convivência harmoniosa em sociedade. Mude já, mude para melhor. Acesse www.jornaloplanetaeconomia.com.br. Boa semana
13 de August de 2009
Neste dia 13 de agosto é comemorado o dia do Economista.
É uma profissão que abre um leque de oportunidades, com atuação decisiva na história brasileira.
Um governo pode ser avaliado por inúmeros indicadores, mas a condução da política econômica é fundamental para retratar o sucesso ou insucesso dos governantes.
Quando são desenvolvidos modelos econômicos que permitem controlar a inflação, distribuir a renda de maneira justa, eliminado desigualdades, gerar empregos, renda e riqueza, sem dúvida alguma é a ciência econômica a serviço da sociedade.
Os Economistas são falíveis como qualquer outro profissional, mas o operador da ciência econômica é capaz de fazer a diferença.
Parte da sociedade e a própria mídia tendem a rotular os profissionais da área. Estabelecem padrões de avaliação a partir de suas percepções, nem sempre entendendo a real dimensão das avaliações sobre o cenário econômico e principalmente sobre os modelos que procuram estabelecer um mínimo de visão de futuro.
Na prática o Economista pratica a capacidade de abstrair. É capaz de realizar uma leitura do ambiente econômico e estabelecer parâmetros visando eliminar rapidamente distorções na condução da política econômica.
Na recente crise internacional ficou evidente que a ciência econômica ofereceu instrumentos capazes de interferir decisivamente no cotidiano das pessoas. Se de um lado existiram aqueles que abusaram da engenharia financeira (não somente Economistas), de outro lado houve aqueles que souberam utilizar de maneira inteligente as mais variadas formas de minimizar o impacto da crise sobre a atividade econômica.
Atuar como Economista é transformar um número estatístico em subsídio para as políticas públicas, que permitam melhoria da qualidade de vida.
A atuação do Economista vai muito além do setor público e da condução das política econômicas. É um profissional que auxilia empresas em sua atuação no mercado, entendendo o desejo do consumidor, estabelecendo parâmetros na fixação de preços, que garantem a viabilidade dos negócios. O Economista é empreendedor por natureza.
Atuar como Economista é querer oferecer à sociedade indicadores interpretados, que diagnostiquem a realidade e que permitam traçar cenários confiáveis, para que as decisões presentes sejam as mais acertadas.
O Economista é não um super-homem, mas é um profissional com diferenciais competitivos que o torna imprescindível na sociedade.
O próprio slogan da profissão diz: “valorize seu patrimônio, consulte um Economista” e eu acrescento: “Economista: aquele que promove a justiça social”.
Salve 13 de Agosto, dia do Economista, com muito orgulho.
7 de August de 2009
Os dados preliminares das perdas financeiras em função da crise internacional apontam para um empobrecimento da população. Aqueles que possuíam excelentes empregos com elevada remuneração, ou perderam esses empregos ou tiveram que se contentar com menores ganhos.
Até mesmo o índice de gini, que demonstra concentração de renda foi alterado. Neste caso o índice apresentou queda (o índice vai de zero a um, sendo que, quanto mais próximo de zero, menor é a concentração de renda) em função de menor renda daqueles que ganham mais, indicando que o índice não foi puxado pela melhora na renda dos mais pobres.
Menor renda é sinônimo de revisão nos gastos. Produtos de grifes continuam sendo o sonho de consumo de muitas pessoas, mas o sonho está sendo adiado para não se transformar pesadelo. Outros ainda mantém o poder aquisitivo, mas avaliam que não é hora ostentar, afinal em meio à crise não faz muito sentido esbanjar.
Independentemente da crise, da falta de recursos, comportamento seletivo e adiamento de consumo, nos parece prudente uma reflexão em relação ao grau de importância que boa parte da sociedade tem dado ao status.
Tenho observado famílias se endividarem somente para ostentar. São bolsas, canetas, roupas, carros e um cem número de outros itens que, na ótica destas pessoas, passam a uma imagem de poder. Como se dissessem: vejam eu posso!
Afinal, o foco é no possuir bens a qualquer preço, mesmo com endividamento, ou ter uma vida em equilíbrio, mais simples, dentro do poder de compra de cada um, evitando não somente o endividamento, como também o desperdício de dinheiro. Nos parece que o segundo comportamento é aquele que permitirá atinge melhor qualidade de vida.
Se as pessoas se aproximam das outras pelo que essas possuem, há clara demonstração de inversão de valores, apontando para relações de amizade superficiais e menos duradouras ou ainda que duram enquanto o status suportar.
É a hora de buscar intensamente melhorar a qualidade de vida e para que isso aconteça, devem ser tomadas decisões simples como o que consumidor, a que preço, e principalmente no sentido de adequar os gastos ao limite do poder de compra que cada um suporta.
Status? Melhor se reconhecido pelo trabalho, pelo que faz, pelo que é, pela estabilidade familiar, pela amizade construída sem interesses, do que pelos bens que possui.
A crise nos traz muitas lições e avalio que rever a postura que leva a ostentação se apresenta como grande aprendizado.
23 de July de 2009
As empresas estão se dando conta que respeitar as necessidades fisiológicas de seus funcionários, mais especificamente o sono do funcionário, é sinônimo de aumento nos lucros.
A questão é simples: há pessoas que rendem mais pela manhã, portanto, são madrugadoras, entretanto há outras com hábitos vespertinos, ou seja, detestam madrugar.
Entendendo o comportamento dos colaboradores as empresas começam a flexibilizar os horários de trabalho, adaptando-os a esses hábitos.
Evidentemente que algumas funções requerem maior rigor na questão do horário, como a recepcionista, o ascensorista, entre outras, mas outras funções podem e devem ser flexibilizadas.
Até mesmo a “durmidinha” após o almoço está sendo respeitada. Para muitos, meia hora de sono após o almoço, revigora e o resultado é aumento da produtividade.
A legislação trabalhista e as arcaicas relações capital/trabalho são impeditivas para um avanço mais significativo na direção de condições trabalho que contemplem qualidade de vida, contudo, empresas mais abertas, modernas e arejadas já buscam formas de harmonizar seus próprios interesses com os interesses dos funcionários colaboradores.
Isso tudo faz parte de uma mudança em curso, que contempla entender as reais necessidades daqueles que dedicam às empresas suas 8 melhores do dia, nos 30 melhores anos de suas vidas, garantindo que o trabalho não seja engessado por normas que, se serviram até agora para disciplinar a atuação do quadro funcional, não fazem mais sentido na relação moderna do mundo empresarial.
Até mesmo o meio sindical precisa se render a esta nova realidade e, sempre que possível, estimular avanços nesta relação.
Se o resultado do respeito às reais necessidades dos funcionários é melhorar a qualidade de vida, gerando aumentos nos lucros, já passou da hora de analisar a questão na ótica do ganha-ganha ou nada feito.
Empresário: quer aumentar os lucros? Respeite o sono dos funcionários!
20 de July de 2009
Até agora os planos de saúde coletivos poderiam reajustar seus valores antes de completar um ano de contrato. Em decisão da Agência Nacional de Saúde (ANS) nenhum contrato de plano de saúde coletivo poderá receber reajuste em um prazo inferior a 12 meses. Duas resoluções neste sentido foram publicadas na edição do dia 15 de julho do Diário Oficial da União, . As regras passam a valer no prazo de 30 dias.
Muda a carência também
Houve alteração também na questão da carência desses planos coletivos. Até então, planos com 50 ou mais beneficiários ficavam proibidos de impor carência para os ingressantes no plano. A partir de agora o número mínimo caiu para 30 beneficiários. Vale à pena analisar o impacto destas medidas em seu plano de saúde.
Inquilino: fundo de reserva e taxas extras
Quando chega a cobrança do condomínio, muitos inquilinos, não proprietários, ficam na dúvida se tudo que está lançado é devido. As denominadas taxas extras, ou despesas extraordinárias, não são devidas pelo inquilino. Normalmente são investimentos que devem ser arcados pelo proprietário do imóvel. No caso do fundo de reserva, se este servir para pagamento de despesas ordinárias do prédio (manutenção), sim, caso contrário, também não será devido pelo inquilino. Fique de olho na prestação de contas.
Os bancos mantém parte de seus depósitos no Banco Central. Parte destes depósitos são voluntários – para cobrir eventuais diferenças na compensação bancária – e parte são compulsórios (obrigatórios). As Reservas Compulsórias são uma proporção dos depósitos à vista e a prazo (sendo que durante algum tempo também exigiu-se compulsórios sobre operações de empréstimos, avais e fianças) que os bancos têm obrigatoriamente que recolher no BACEN. Quem fixa este percentual é o CMN (Conselho Monetário Nacional), com o propósito de limitar a expansão das operações de crédito na economia. Caso a autoridade monetária queira que haja mais dinheiro para circular na economia ele provoca uma redução do compulsório. Se o desejo é segurar o dinheiro em circulação para, por exemplo, controlar a inflação, a autoridade monetária provocará um aumento no compulsório. Neste momento que a economia precisa crescer seria de bom tamanho reduzir o compulsório.
G8
O chamado G8 (Grupo dos Oito) é composto pelos sete países mais industrializados e ricos do mundo, mais a Rússia. Os sete países são: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. Se reúnem periodicamente visando discutir questões de alcance internacional. No recente encontro destes países, no qual o Brasil participou como convidado, a discussão central girou em torno das saídas para a crise mundial.
Filhos em férias: criatividade para economizar
Muitos pais estão ficando loucos nas férias escolares. Em período de aulas há maior previsibilidade quanto às atividades dos filhos. Isto acontece também quanto aos gastos, afinal, são despesas com cantina, locomoção, ou seja, seguem uma rotina. Nas férias a coisa muda. Uma ida ao shopping pode representar gastos excessivos. Um lanche, um brinquedo, o cineminha, enfim, tentações não faltam e o bolso pode sentir. Sugiro planejar estes gastos. Coloque um limite, uma trava. Se pode gastar R$ 50,00 estabeleça este patamar e administre os gastos. Outra maneira de economizar nas férias é ser criativo. Reúna os amiguinhos, por exemplo, cinco deles. Cada dia a turma se reúne em uma casa. Com um DVD alugado e pipoca a festa está garantida. O cachorro quente também é bem-vindo, e barato. Fique de olho nas atividades gratuitas: SESC, Teatro Municipal, Escolas, até mesmo o shopping oferecem cursos e brincadeiras para atrair as crianças. O fundamental é, em férias ou não, sempre planejar, desta maneira cada real gasto é valorizado.
Instituto P3
Juntamente com os Professores Ângelo Cataneo e Francisco Lampkowski, estou inaugurando o Instituto de Treinamento e Pesquisa “P3″. Trata-se de uma empresa voltada ao treinamento empresarial e pesquisas de mercado. O primeiro curso terá o tema “Planejamento Estratégico” com o Economista Marcelo Martinovick. Será nos dias 06 e 07 de agosto. Veja mais detalhes pelo site www.institutop3.com.br.
Mude para melhor!
Havia dois rapazes andando na floresta. De repente surgiu um tigre. Um deles rapidamente pegou o tênis de corrida. O outro indignado disse: você acha que se colocar o tênis de corrida vai conseguir ganhar na corrida do tigre? O rapaz respondeu: não preciso ganhar na corrida do tigre, se ganhar de você já é o suficiente! Por vezes elegemos “tigres” como referenciais e as coisas podem ser mais fáceis e simples do que se imagina. Mude já, mude para melhor! Boa semana e acesse www.jornaloplanetaeconomia.com.br .
17 de July de 2009
A economia e os agentes econômicos amadureceram em meio a crises. Muitas vezes é necessário chegar ao fundo do poço para depois ressurgir, mais fortalecido.
No caso brasileiro a tentativa histórica de combater a inflação levou o país a fortes desequilíbrios. Além de nossos próprios erros, convivemos com crises internacionais, como a do México, do sudeste asiático, da Rússia, da Argentina, isto só para citar a década de 1990.
A crise pega muita gente despreparada. Muitos se acostumam com a chamada zona de conforto e não acumulam reservas para sustentar períodos de vacas magras. São presas fáceis em momentos mais difíceis. Outros até se prepararam, mas o setor, a necessidade de crédito, a mudança do comportamento do consumidor e o ambiente internacional acabam afetando o nível de atividade e as perdas são inevitáveis.
Os instrumentos fornecidos pelo estudo econômico, como as políticas fiscal e monetária, permitem a redução dos ciclos, e trazem consigo melhoria na forma de entender a dinâmica da economia.
Desta maneira tem-se uma certeza: mais cedo ou mais tarde a crise passa. Se devemos estar preparados para enfrentar a crise, melhor ainda é estar preparado para o fim da crise.
As ameaças se transformam em oportunidades, e com elas a necessidade de tirar proveito para o fortalecimento da carreira e dos negócios.
No ambiente empresarial é fundamental o planejamento. Fluxo de caixa, orçamento geral, política de gastos, formação do preço de vendas, gestão dos estoques, política de crédito e cobrança, saber o ponto de equilíbrio, entender a dinâmica da gestão do capital de giro, são instrumentos fundamentais para garantir a combinação de maior receita, menor custo e maximização do lucro.
No âmbito das pessoas, é hora do currículo bem preparado, com cursos de aperfeiçoamento recentes, estudo de línguas estrangeiras, leituras, capacidade de trabalhar em equipe, focar na liderança positiva, enfim, possuir diferenciais para que o mercado, que demandará pessoas talentosas, possa não somente valorizar o profissional, como oportunizar ascensão profissional.
Temos muitas formas de entender as adversidades, e a crise é uma delas: ficar lamentando as perdas, ou então, capitalizar, construindo um rio de oportunidades.
Os sábios indicam o segundo caminho.
Afinal você está preparado para colher frutos com o fim da crise? Se a resposta for não, ainda é tempo, mas corra.
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