Os números chamam a atenção: não se alcançava uma taxa de inadimplência da pessoa física desde maio de 2.002.
A inadimplência do consumidor atingiu 8,3% contra 8% em dezembro. Em maio de 2002 era de 8,4%.
O vilão foi o financiamento de veículos.
Se considerarmos todas as modalidades de crédito, tanto nas pessoas físicas como nas pessoas jurídicas, saltamos de 4,4% em dezembro para 4,6% em janeiro deste ano.
Na prática, observamos que o crédito frouxo do ano passado transformou-se em crédito não recebido agora. Não chega a ser um “subprime” dos financiamentos de automóveis, mas aproxima-se, à medida que no afã de “vender” o dinheiro via crédito a qualquer custo, inclusive com repasses de comissões ao vendedor (de carro e de financiamento), houve negligência na análise de risco do tomador final de recursos.
Com isso milhares de automóveis irão a leilão e como no subprime das hipotecas americanas, a um preço muito menor do efetivamente contratado.
Como tenho procurado ter um olhar positivo da crise, avalio que esses números apontam para um aprendizado.
“Vender” dinheiro sem critério é dar um tiro no próprio pé. É cumprir metas de vendas, como se o dinheiro via crédito pudesse ser tratado como um produto qualquer.
Felizmente a exposição ao risco dos bancos brasileiros é baixa e com isso não temos colapso no sistema financeiro nacional.
Por tudo isso, entendo que assimilação do mercado quanto à análise mais criteriosa de risco permitirá que saiamos os mais fortalecidos e maduros deste momento.
Cada qual tire suas próprias conclusões, os números estão aí.














