fev 26
    

Os números chamam a atenção: não se alcançava uma taxa de inadimplência da pessoa física desde maio de 2.002.

 

A inadimplência do consumidor atingiu 8,3% contra 8% em dezembro. Em maio de 2002 era de 8,4%.

 

O vilão foi o financiamento de veículos.

 

Se considerarmos todas as modalidades de crédito, tanto nas pessoas físicas como nas pessoas jurídicas, saltamos de 4,4% em dezembro para 4,6% em janeiro deste ano.

 

Na prática, observamos que o crédito frouxo do ano passado transformou-se em crédito não recebido agora. Não chega a ser um “subprime” dos financiamentos de automóveis, mas aproxima-se, à medida que no afã de “vender” o dinheiro via crédito a qualquer custo, inclusive com repasses de comissões ao vendedor (de carro e de financiamento), houve negligência na análise de risco do tomador final de recursos.

 

Com isso milhares de automóveis irão a leilão e como no subprime das hipotecas americanas, a um preço muito menor do efetivamente contratado.

 

Como tenho procurado ter um olhar positivo da crise, avalio que esses números apontam para um aprendizado.

 

“Vender” dinheiro sem critério é dar um tiro no próprio pé. É cumprir metas de vendas, como se o dinheiro via crédito pudesse ser tratado como um produto qualquer.

 

Felizmente a exposição ao risco dos bancos brasileiros é baixa e com isso não temos colapso no sistema financeiro nacional.

 

Por tudo isso, entendo que assimilação do mercado quanto à análise mais criteriosa de risco permitirá que saiamos os mais fortalecidos e maduros deste momento.

 

Cada qual tire suas próprias conclusões, os números estão aí.

 

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