Reinaldo Cafeo – descomplicando a economia


25 de February de 2010

Cheque especial e financiamento no cartão de crédito: vilões da classe média

Category: Financiamento – Reinaldo Cafeo 17:13

Todas as estatísticas que medem o comportamento do endividamento dos consumidores, notadamente da classe média brasileira, apontam para os vilões cheque especial e financiamento no cartão de crédito.

Afinal, porque estas modalidades de crédito são tão perversas? A primeira explicação vem do fato que, na média, as taxas de juros são extremamente elevadas.

O cheque especial gira em torno de 7 a 8% ao mês, ou 125 a 152% ao ano. A rolagem da fatura do cartão de crédito chega, em média, a 290% ao ano, por sinal, já vi administradoras cobrarem 420% ao ano.

Pela avaliação meramente financeira fica evidente que o consumidor não tem noção do que isso significa. Neste particular é preciso criar “moedas” para entender a dimensão destes juros. Uma análise que estabelece um bom parâmetro é comparar com o dia trabalhado. Descubra quanto ganha por dia e compare com os juros pagos. Você chegará a conclusão que perde muitos dias de trabalho para pagar somente os juros do uso crédito. Outro parâmetro é o reajuste da renda anual. Trabalhadores, por exemplo, têm seus salários reajustados na ordem de 5 a 7% ao ano. Observaram a discrepância?

A segunda avaliação é que estas modalidades são de fácil utilização. O crédito pré-aprovado não exige nenhuma burocracia. Emitiu o cheque ou utilizou o cartão, estando dentro do limite, o gasto é realizado. Isso potencializa sobremaneira o consumo. A surpresa fica por conta do débito dos juros em conta corrente ou da chegada da fatura do cartão de crédito.

Na prática o consumidor se instala em uma zona de conforto e acaba pagando um preço muito elevado por esta comodidade.

A saída é pro atividade. O uso do cheque especial deve limitar-se a três dias. Precisando de recursos financeiros há modalidades mais baratas, como o penhor de jóias, o crédito direto ao consumidor, entre outras. No caso da fatura do cartão de crédito o indicativo é pagar a fatura integralmente. Neste particular é preferível efetuar um empréstimo bancário com juros menores para honrar a fatura integralmente do que pagar o mínimo indicado. Evidentemente é preciso controlar os gastos para evitar o uso intensivo do cartão de crédito.

Enquanto não há uma redução nas absurdas taxas praticadas pelo mercado financeiro brasileiro só resta ao usuário final do crédito se policiar, evitando que o consumo atual vire dor de cabeça futura.

Redobre a atenção no uso do crédito.

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5 de February de 2009

Consórcio: boa alternativa para não pagar juros

Category: Consórcio,Financiamento – Tags: , – Reinaldo Cafeo 16:56

O consórcio sempre se apresentou com boa alternativa aos financiamentos tradicionais. Tem somente custo de administração e fundo de reserva, que são diluídos ao longo do plano, se apresentando como uma forma criativa de poupança para aquisição de bens.

Depois que o Banco Central passou a normatizar e fiscalizar o setor, garantiu a transparência necessária nas finanças das administradoras.

As novas regras melhoram ainda mais essa modalidade. Viagens de turismo, pós-graduação no exterior, tratamentos médicos e dentários e a possibilidade de usar os recursos para cobrir saldo de dívidas, abriram um leque maior de opções. Isso sem falar na maior rapidez na devolução dos valores pagos quando há desistência por parte do consorciado.

Claro que a lógica do consórcio exige paciência, afinal, a idéia é contemplar gradativamente os participantes, quer por lance, quer por sorteio. Mas é o preço que se paga para sair dos juros, que por sinal, são elevadíssimos no Brasil.

A recomendação é que o consorciado levante o máximo de informações sobre a administradora de consórcios antes de assinar o contrato. Mesmo fiscalizadas, é fundamental saber a idoneidade, a idade dos grupos em vigência (mesmo nas antigas modalidades), o nível de inadimplência, enfim, informações básicas para assumir um compromisso de longo prazo.

Vale a pena um olhar sobre os consórcios, pois é uma boa alternativa para não pagar juros.

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