Aug 19
    

 

Muitos dos problemas emocionais vivenciados pelas famílias têm como origem as questões financeiras.

A maioria da população brasileira não foi e não é educada para o mundo das finanças. Somente recentemente é que as escolas de ensino fundamental e médio se deram conta que falar de dinheiro é necessário. Pouquíssimas famílias se importam em orientar os filhos no sentido de aprenderem a lidar com crédito, contas a pagar, renda, etc.

A separação de casais por divergências na relação com o dinheiro está em crescimento: 50% dos casais que se separam apontam esta causa como a que motivou o fim do relacionamento.

Tudo começa no namoro. O encantamento amoroso, a paixão, o querer bem, não podem inibir uma conversa franca sobre dinheiro.

O casal para ter uma vida completa a dois precisa, além da afinidade amorosa, também ter sintonia financeira. É necessário decidir qual padrão de vida a ser estabelecido, se há necessidade de conta conjunta, se os dois trabalharão, como serão os gastos gerais, qual o volume de reservas para emergências, etc.

Quando vem o filho inicia-se uma pequena revolução nas finanças do casal. Se houve planejamento financeiro para este novo momento, as coisas tendem a ser mais fáceis, mas o que se observa é exatamente o contrário: mais gastos incorporados a um casal desorganizado financeiramente.

Quando chegam os filhos é preciso em algum momento falar com os filhos sobre o tema. O indicativo é que isso ocorra quando os filhos completarem cinco a seis anos. Nesta idade devem manusear o dinheiro, efetuar pequenas compras de produtos que custem alguns centavos.

É muito positivo instituir semanadas. Um valor em dinheiro entregue toda semana para a criança gastar no que deseja. Vale destacar que os pais não podem transferir para a mesada despesas que são de sua obrigação, como compras de livros, mensalidade escolar, uniformes, etc. O valor da semanada deve ser definido dentro do padrão de vida de cada família. O fundamental é que a criança preste conta em que gastou e que os pais acompanhem a vida financeira dos filhos.

Quando adolescentes é preciso ir além. Mostrar com clareza as fontes de renda (mesmo sem declinar o montante), e quais os gastos prioritários da família. Abordar a importância em manter o nome limpo na praça e para tanto orientar para que sempre paguem em dia as contas assumidas. Educar para esses jovens guardem dinheiro. Mostrar a importância de ter reservas financeiras para emergências. Falar de seguros, previdência privada, carreira, entre outros, garantirão educação mais completa.

Nem todos os pais têm conhecimento sobre tudo, portanto, não há problema algum em buscar ajuda de especialistas e até mesmo matricular os filhos em cursos de especialização no tema.

É cada vez mais necessário educar de maneira completa e forjar cidadãos que tenham dignidade. A boa saúde financeira passa por isso.

Educar financeiramente é ajudar a obter qualidade de vida.

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off
Aug 11
    

Desde o ano passado, analisando a lenta recuperação americana e seu desajuste fiscal, havia enorme dúvida se a economia dos Estados Unidos recuperaria ou teria um duplo mergulho, ou seja, uma nova recessão. O desempenho em W, isto é, a economia entrou em recessão, recuperou, mas entraria em nova recessão para depois se recuperar, era o grande temor mundial.

De certa maneira essas dúvidas se tornam realidades no lado pior: a nova recessão. Aqui mesmo neste espaço escrevi vários artigos indicando que um dos cenários possível seria este comportamento.

O atual momento da economia americana é uma consequência da crise de 2008/2009. Naquele momento a crise se instalou no setor privado, o qual foi socorrido pelo setor público. Agora quem está no centro do problema é o setor público.

Os desajustes fiscais, não somente dos Estados Unidos, como da Europa como todo, não foram equacionados. Socorrerem empresas privadas e não fizeram a lição de casa. Pagam agora o preço por este desarranjo.

Os Estados Unidos, em particular, pagam um preço adicional: o decepcionante Obama perdeu maioria no congresso americano e a crise tem contornos políticos. É o pior dos mundos: ter que fazer ajustes e não obter a solidariedade do congresso para aprovar seus necessários ajustes.

E o Brasil? Considerando que o governo brasileiro saiu da crise rapidamente e que o socorro ao setor privado foi segmentado e em dimensões menores do que o resto do mundo, não houve grande sangria internamente.

Isso não quer dizer que há plena imunidade. Há maior proteção, mas não fizemos todas as lições de casa. Os gastos públicos cresceram consideravelmente nestes últimos anos. O governo da Dilma vive um inferno astral com denúncias de corrupção de toda ordem.

De qualquer maneira o volume de reservas internacionais é confortável, bem como os valores represados referentes ao compulsório bancário. Isso sem falar no poder que o governo tem em suas mãos no sentido de promover eventuais desonerações fiscais, as quais já foram utilizadas no início da crise internacional.

Outro desafio brasileiro é manter a inflação no centro da meta com crescimento econômico.

Enfim, nova crise, novos temores, mas com uma certeza: os instrumentos de controle da economia são sobejamente conhecidos, será muita incompetência não utilizá-los em sua plenitude.

A crise saiu do setor privado e se instalou no setor púbico.

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off
Aug 5
    

O recente pacote de medidas para fortalecimento do setor industrial brasileiro mexeu em um ponto que tem sido o entreve no sentido de tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado: a redução dos encargos sobre a folha de salários.

De um lado há direitos adquiridos pelos trabalhadores que precisam ser respeitados. Por outro lado há urgente necessidade de reduzir os custos incidentes sobre a folha de salários.

Estudos apontam que, para alguns setores, considerando encargos sociais e provisões, um funcionário contratado por mil reais, pode custar mais que o dobro para a empresa. E o que é pior: a empresa gasta muito e o funcionário leva pouco.

Empresas com tributação simplificada reduzem o ônus sobre a folha de salário, transferindo parte do custo em alíquotas que incidem sobre o faturamento, resultando em menor custo final.

Todos sabem que os custos são repassados aos preços. Quando o custo em manter um funcionário registrado se eleva, de duas uma, ou a empresa contrata menos ou repassa esse custo ao preço final. A sociedade perde duas vezes: a primeira vez na baixa geração de emprego e a segunda vez pagando preços acima do que deveriam.

Mexer no formato atual não é tarefa fácil. Os trabalhadores, com razão, precisam que suas conquistas trabalhistas sejam mantidas, por seu turno o meio empresarial deseja gastar menos, e na outra ponta o governo quer manter o nível atual de arrecadação. Sentiram a complicação?

Independentemente dessas verdadeiras amarras mais cedo ou mais tarde mudanças estruturais nesta área terão que vir. Pode começar, inclusive, com um novo formato de contratação para quem ingressa no mercado de trabalho. É discutir a empregabilidade e não somente o emprego.

Os mercados se globalizaram. O acesso aos produtos está cada vez mais fácil e rápido. O consumidor tem clareza quando os preços são abusivos.

No contexto econômico, pensando em concorrência internacional, tentar compensar com taxa cambial o chamado custo Brasil, no qual os encargos sociais estão inseridos, não se demonstra eficaz.

Cada vez mais afloram nossas deficiências internas e é chegado o momento para avanços maiores, caso contrário seremos somente uma possibilidade de nação desenvolvida e não efetivamente desenvolvida.

Considerando que o governo incentivou empresas do setor industrial e admitiu que a redução dos encargos sobre a folha de salários nos torna mais competitivos, o diagnóstico já foi feito, é só seguir neste caminho.

 

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off
Jul 28
    

O Real continua forte em relação ao dólar. A cotação da moeda norte americana tem atingido patamares do fim do século passado, ou seja, valores de mais de 12 anos atrás.

A combinação de inúmeros fatores tem enfraquecido o dólar. Primeiramente a economia americana está debilitada. Com déficit fiscal em níveis perigosos, saindo de uma crise aguda e com impasses na condução política quanto à redução de gastos e aumento de tributos, a economia americana apresenta um enfraquecimento poucas vezes observado na história mundial. Em resumo: poucos investidores desejam ficar com a moeda de um país que apresenta essas condições.

Além desse aspecto, ou seja, o enfraquecimento da moeda americana, o Brasil possui alguns atrativos importantes aos investidores estrangeiros.

Nosso país pratica a maior taxa de juros do mundo. Se isso não bastasse às agências de análise de riscos têm aumentado a nota brasileira, recomendando aos investidores estrangeiros que aportem seus recursos aqui no Brasil. Também há um enorme mercado consumidor, com fortalecimento da classe média, se apresentando como um verdadeiro oásis aos investidores diretos (investimento na produção).

Isso tudo sem falar na estabilidade política, democracia em consolidação, entre outros aspectos.

Mesmo o Brasil possuindo fragilidades em sua infraestrutura e gargalos que impendem um crescimento sustentado, não há dúvida que esses atrativos todos atraem investidores estrangeiros e a oferta de dólares é ampliada, derrubando a cotação da moeda norte americana.

O governo anunciou novas medidas para conter a desvalorização do dólar, como a taxação em aplicações em derivativos, mas a avaliação é que pouca coisa mudará neste cenário.

Alterações mais profundas poderão vir no longo prazo. A retomada do crescimento econômico americano e a queda dos juros domésticos são exemplos do caminho que poderá ser trilhado.

Enquanto isso não acontece qualquer mexida do governo na questão cambial é semelhante a enxugar gelo, por sinal, já fizemos esta observação em outro artigo publicado há meses, ou seja, na questão cambial o governo continua enxugando gelo, e o que é pior, potencializando esta questão, quando eleva a taxa de juros básica para conter a inflação.

Enxugar gelo continua sendo insano.

 

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off
Jul 14
    

 

A economia brasileira deu sinal de desaceleração este ano. O crescimento de maio foi 0,17% contra um crescimento de 0,44% de abril. Reflexos do aperto monetário promovido pelo governo Federal.

Mesmo assim observa-se um mercado de trabalho competitivo. As empresas ainda apostam em bom desempenho, observam um consumidor com perfil comprador e precisam de bons profissionais.

O que vem ocorrendo é que as empresas não têm mais tempo para formar a mão-de-obra. Até possuem programas de qualificação, mas precisam de profissionais prontos.

Mudaram inclusive a faixa etária na contratação. Se antes buscavam jovens talentosos, hoje buscam pessoas mais maduras. Os “cinquentões” estão em alta.

Além de buscarem profissionais que já entrem nas empresas com desempenho elevado, também querem um profissional que mescle a especialidade com a generalidade, ou seja, é importante ser especialista na área, mas precisam ter uma visão de conjunto, do todo da empresa.

As competências emocionais também são importantes. Profissionais com boa comunicação, sorridentes, éticos e transparentes, são valorizados na contratação e manutenção no emprego.

Outro fator considerado é a atualização do profissional. Cursos de extensão, pós-graduação, domínio de idiomas, informática, entre outros, fazem a diferença na vida profissional.

Na prática empresas e empresários estão em busca de empreendedores. Isso vai além da velha e desgastada relação capital/trabalho. É uma parceria que permite aliar o capitalista, com os empregados hoje considerados associados.

No momento econômico do Brasil é imperativo que os empresários amadureçam, valorizem seus funcionários e criem condições de uma parceria duradoura. De outro lado é imprescindível que os trabalhadores não se acomodem. Devem estar permanentemente em busca do aperfeiçoamento profissional e investindo na carreira.

Em mercado competitivo todos podem tirar proveito.

 

 

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off
Jul 7
    

 

A velha e conhecida caderneta de poupança sempre foi à preferência nacional. Enquanto nos países de primeiro mundo a poupança de longo prazo é realizada no mercado acionário, aqui no Brasil a caderneta de poupança faz este papel.

É uma modalidade fácil de administrar. Tem elevada liquidez, aceita baixos valores em suas aplicações, tem garantia adicional do Fundo Garantidor de Crédito e ainda é isenta de imposto de renda.

Eu pessoalmente vejo a caderneta de poupança muito mais como uma modalidade que protege o poder de compra do dinheiro do que efetivamente uma aplicação que permita aumentar o patrimônio do investidor ao longo do tempo. Poderia ser considerada uma primeira experiência para quem quer adquirir a cultura do “guardar” dinheiro.

De qualquer maneira o volume aplicado é significativo e os recursos servem de base para os financiamentos imobiliários.

Neste ano o saldo entre depósitos e saques se apresentou negativo. O poupador tem alguns motivos para sacar mais dinheiro do que depositar.

Primeiramente é questão da baixa remuneração da caderneta de poupança se comparada a outras modalidades. O governo tem aumentado a taxa Selic (juros básicos da economia nacional) e a Taxa Referencial (TR) que atualiza os saldos da caderneta de poupança não tem acompanhado este aumento na mesma proporção. Lembrando que a caderneta de poupança rende TR acrescida de 0,5% ao mês.

Quando se trata de valores mais expressivos, os Fundos de investimentos, por exemplo, oferecem rendimento líquido superior a poupança.

Além dos juros mais baixos a tentação em consumir tem aumentado. Isso se dá em duas frentes: a primeira quando o poupador analisa os baixos juros e prefere sacar o dinheiro e comprar e a segunda por que há um novo perfil de consumidor no mercado, sedento por adquirir bens e serviços. O primeiro saca o dinheiro aplicado, o segundo gasta todo o dinheiro não obtendo sobras para poupar.

Pode-se dizer que esse mecanismo faz parte da dinâmica da economia.

Considerando que a postura da maior parte dos poupadores é conservadora, não há demonstração, ao menos no curto prazo, que o saldo negativo deste ano no volume aplicado em caderneta de poupança preocupe exageradamente, contudo, fica registrado o sinal de alerta para uma eventual revisão no critério de remuneração da preferência nacional.

 

 

 

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
Comments Off

« Anterior Próximo »