jun 4
    

Números disponibilizados pelo Banco Central do Brasil apontam para normalização no volume de crédito concedido no mercado.

Com o advento da crise internacional os bancos e demais intermediários financeiros se retraíram por prevenção, acreditando que a poderia ocorrer um crescimento na inadimplência. Foram duas decisões conjuntas que reduziram o apetite em emprestar recursos: provisionamento para eventual aumento da inadimplência e maior seletividade na concessão de crédito.

Neste momento, já de olho na recuperação da economia (lenta, mas indicando recuperação) os intermediários financeiros começam a voltar ao mercado.

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, uma forma de aumentar os ganhos dos bancos é emprestar ao público. É aquilo que as empresas não-financeiras já fazem: reduzem preços e ganham no volume. Desta maneira, há um aumento na competitividade entre bancos.

Os bancos oficiais, ligados ao governo Federal, já deram o primeiro passo no sentido de alinhar as taxas dos financiamentos a esta nova realidade da economia brasileira, que é de conviver com juros em patamares menores.

Quando se pensa no consumo as duas principais molas propulsoras são: renda e crédito. Considerando que a renda está em parte comprometida, quer pelo menor nível de emprego, quer pelo achatamento dos salários ou até mesmo pela própria retração do consumidor, o crédito barato pode ser a grande fomentadora do aumento do nível de atividade econômica no país.

Devemos trabalhar fortemente para que os juros no Brasil sejam compatíveis com estabilidade econômica, saindo da zona da especulação e entrando no campo do apoio a geração de riqueza.

A expansão de crédito é extremamente necessária.

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jan 15
    

Hoje desenvolvi palestra sobre a crise econômica para um grupo de empresários.

Esses empresários estão em meio a um investimento cooperado, criando um shopping de automóveis.

É evidente que em meio a crise econômica sempre haverá desconfiança quanto ao atingimento de seu retorno.

Fiz questão de traçar um cenário realista, contudo,  sem perder de vista que somente os verdadeiros empreendedores são capazes de transformar ameaças em oportunidades.

Na prática a crise é real, verdadeira, contudo, cíclica, portanto, se a sua atuação no mercado se limitar a falar e praticar os péssimos indicadores da economia, a tendência é que se contamine efetivamente com a crise.

Se você desejar a crise, a terá! Faça e pense diferente, e colherá diferente.

Algumas fotos da palestra:

Palestra no Auto Fest - Crise econômica: transformar ameaças em oportunidades
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