nov 9
    

Em todos os setores da economia é sempre salutar a concorrência. Os consumidores precisam de opções para escolher o melhor produto ou serviço no sentido de maximizar o uso de seu dinheiro. Isso é realidade em muitos segmentos, contudo, no setor bancário isto está distante.

O mercado bancário está cada vez mais concentrado. São aquisições e incorporações que tornam este mercado mais estreito. Por outro lado há uma tentativa em garantir mais mobilidade ao correntista, entretanto os bancos resistem como podem.

Na prática a sociedade vive uma total dependência do setor bancário. Isso ficou mais evidente na recente greve dos bancários que atingiu parte do território nacional. Todos se viram perdidos e sem alternativas para contornar tal dependência.

A denominada portabilidade do crédito foi criada visando oferecer ao correntista liberdade de escolha. Muitas vezes, no sentido de evitar a perda do histórico de relacionamento com o banco, os correntistas se vêem obrigado a aceitar condições impostas pelo banco em relação às tarifas, modalidades de crédito, taxa de juros e prazo de financiamento. Esta prática vai no sentido contrário a livre concorrência. Acaba gerando certa imposição por parte dos bancos à medida que o correntista se vê acuado, sem opções.

Com a portabilidade do crédito é possível abrir negociação. Um banco concorrente pode oferecer condições mais vantajosas, que levaria a economia em termos de juros ou até mesmo um alívio no fluxo de caixa do correntista.. Esse correntista então poderia conseguir novo crédito, liquidando o crédito antigo e mais caro. Seria o amplo conceito da liberdade de escolha

Isto seria verdadeiro se os bancos apostassem nisso, mas se fazem de mortos. Experimente manter contato com um banco pedindo orientações sobre a portabilidade. Irão desconversar e até mesmo dizer que desconhecem o assunto.

Isso nos remete a imaginar que não há interesse por parte dos bancos que compõem o sistema bancário nacional. É como se houvesse um acordo entre eles, ilegal naturalmente. Passam a impressão que se um banco for mais agressivo nesta questão, sofrerá uma reação de todo o sistema e haveria perda de rentabilidade e até mesmo de clientes.

O caminho é o governo sair na frente. Estimular os bancos oficiais e entrarem nesta briga. Com publicidade agressiva os correntistas poderiam trocar de banco e com isso reduzirem o custo de suas operações.

Considerando que é um mercado com poucos e importantes grupos financeiros, não é tarefa fácil mudar o comportamento enraizado há anos. Mas é preciso dar um primeiro passo.

Oxalá que no futuro cada de um de nós possa efetivamente ter liberdade de escolha, não depender de uma única empresa e acima de tudo poder maximizar o uso do suado dinheiro.

Até que isso aconteça que ao menos o governo use seu poder para interferir neste mercado em favor dos correntistas.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
out 22
    

O governo utilizou-se da velha prática de criar impostos para encobrir a ineficiência estrutural do país.

Com a entrada maciça de dólares no país a cotação da moeda norte americana despencou. O real, sobrevalorizado, é um impeditivo para ampliação das exportações brasileiras e na outra ponta um estímulo as importações.

O governo, através de sua equipe econômica, optou por taxar com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) o ingresso de recursos estrangeiros, canalizados para os mercados de renda fixa e de capitais.

Resolverá o problema? O dólar subirá? No curto prazo o mercado reagirá no sentido desejado pelo governo, contudo, não se sustenta por um longo prazo. Na prática o Brasil oferece uma taxa de juros real, acima da inflação, muito atrativa, e não será a alíquota de 2% deste novo imposto que irá segurar a cotação do dólar.

Há quanto tempo ouvimos falar e comprovamos a existência do chamado custo Brasil? O custo Brasil é o resumo “romântico” da total falta de competitividade dos produtos brasileiros. Assim o custo de produção é onerado com estradas ruins, portos e aeroportos obsoletos, falta de infraestrutura no armazenamento e escoamento da produção, carga tributária elevada, juros nas alturas, leis trabalhistas ultrapassadas, judiciário lento, estado ineficiente, entre tantas outras.

A cotação do dólar no patamar atual pode sim ser competitiva, desde que eliminemos todo desperdício de recursos que o Brasil apresenta, os quais, acabam onerando em demasia o preço final dos produtos brasileiros, forçando a compensação via câmbio.

Se efetivamente o Brasil se apresenta como a bola da vez para o capital estrangeiro, e se mantivermos e devemos manter o câmbio flutuante, taxações são somente paliativos que não atacam as causas do problema. Dá até para desconfiar se o governo federal não está querendo somente compensar a perda de arrecadação deste ano, criando um novo imposto.

Se houver uma disposição em tornar o Brasil mais competitivo, agregando valor ao produto a ser exportado, é factível pensar em um dólar no preço atual, sem que haja perda de exportação.

Governos que pensam somente no curto prazo, são semelhantes àqueles que não planejam para onde querem ir, neste caso, qualquer lugar é bom.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
out 15
    

O dia 15 de outubro é consagrado ao Professor. Falo em consagrado porque é nesta dimensão que devemos entender a missão de educar.

Transcende o mero caráter da profissão que busca o sustento da família. Vai muito além, pois cabe ao Professor transformar a informação em conhecimento, e passar ser um referencial no tocante a formação de seus alunos.

Penso que há unanimidade no sentido de entender que a educação é capaz de construir uma verdadeira revolução. Se temos que forjar cidadãos, senhores de si, que sejam sujeitos da história, é via educação que conseguiremos.

Então porque esta profissão não foi sendo desprestigiada ao longo do tempo? Há muitas respostas, mas compartilho com aqueles que entendem que ao longo do tempo o interesse pessoal, do poder pelo poder, falou mai alto, e quem quer manter o status quo, não incentivará o desenvolvimento do senso crítico, uma das características do ensino sério, com qualidade.

Mesmo com tantos obstáculos, observamos que os Professores encaram seu desempenho como verdadeiros apóstolos. Emprestam seu tempo, conhecimento e sabedoria, para ajudar os pais na educação de seus filhos.

Muitos chegam a abrir mão do maior convívio familiar para cumprir esta nobre missão de educar.

O Professor é diferenciado. Tem presença de espírito, sabe lidar com situações adversas, é versátil, é capaz de deixar problemas pessoais de lado, para ministrar “aquela” aula com qualidade. É tolerante. É rigoroso. É um ser que possui alma de guerreiro. É ímpar. É sonhador. É até um visionário.

Professor de escola pública, particular, ensino fundamental, universitário, pouco importa, cada qual, dentro de espaço e tempo optou por servir e nãos ser servido.

Desafios? Inúmeros. Valorização profissional? Não há dúvida. Esmorecer diante da total desvalorização? Jamais.

É assim, cumprindo a missão de construir uma nova e crítica sociedade que o Professor tem muito a comemorar, sempre.

Professores: hoje é seu dia, comemore muito, pois o diferencial desta profissão está em sua essência.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
ago 6
    

Ao longo da historia de controle da inflação no Brasil nos deparamos com a falta de controle dos gastos públicos.

A lei de responsabilidade fiscal implantada no Brasil na década de 1990 de certa maneira inibiu exageros, disciplinou os gastos, mas ainda estamos distantes de garantir que o setor público não se apresente como agente de desequilíbrio econômico.

Nestes últimos anos observamos o inchaço no setor público, notadamente na esfera federal. Como parâmetro temos a elevação da carga tributária, que saltou de 25% do Produto Interno Bruto em 1994, para atingir praticamente 40% neste ano. De cada R$ 100,00 produzidos no Brasil, cerca de R$ 40,00 são canalizados para o governo e mesmo assim não é o bastante.

Observem que foi criada uma verdadeira armadilha: o estado incha, a arrecadação se eleva, com esta elevação novos gastos são contraídos, e novamente a carga tributária tem que ser elevada. O que é pior, penalizando o setor produtivo, que, no Brasil, diferentemente de países desenvolvidos, contribui com o maior percentual.

Gastos públicos exagerados forçam o controle da economia por outros meios, como exemplo, juros altos. É a compensação pela falta de limites na execução orçamentária. Os juros no Brasil, mesmo em queda, ainda são os mais altos do mundo, e dificilmente chegarão ao nível que o setor privado deseja, em função da gastança sem critério por parte do governo.

Isso tudo sem falar dos desvios, corrupção, gastos sem qualidade, entre outros.

Os números de junho indicam que até o mesmo superávit primário do governo central, aquele que é gerado sem contar com o pagamento de juros, caiu, ou melhor, reverteu-se de superávit para déficit: buraco de 643 milhões de reais frente um a superávit de quase 8 bilhões de reais em junho do ano passado. A coisa só não é pior devido à queda da Selic, que é o principal indexador da rolagem da dívida interna, ou seja, gastamos menos em juros.

É certo que crise econômica potencializou esse resultado, mas é certo também que o governo Federal não foi capaz de impor limites no comprometimento das finanças públicas.

Tudo indica que o atual governo empurrará ao sucessor de Lula a dura tarefa de fechar as torneiras dos gastos públicos.

A sociedade paga e pagará um preço muito elevado pela falta limite nos gastos públicos.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
jun 10
    

.

.


O Brasil está em recessão técnica se considerarmos os números sobre o desempenho da economia divulgados pelo IBGE referente ao primeiro trimestre deste ano.

O Produto Interno Bruto que mede a riqueza do país caiu pelo segundo trimestre consecutivo, caracterizando conceitualmente recessão. Para se ter uma idéia a economia brasileira atual está do tamanho da economia de 2007. Devemos considerar que a população e o próprio Estado cresceram neste período, portanto, em média, estamos mais pobres.

O PIB teve bom desempenho do lado do setor de serviços, com crescimento de 0,8%, também ajudou no desempenho do PIB o consumo das famílias com crescimento de 0,7%, assim como o gasto do governo, com crescimento de 0,6%. Na outra ponta puxaram o PIB para baixo as exportações (-16%), os investimentos, que observou desempenho negativo de 12,6%, o setor industrial com queda de 3,1% e o setor agropecuário com queda de 0,5%.

Observem que setores importantes com a indústria e o agronegócio caíram. Mas o que chama a atenção é a queda do nível de investimentos. São os investimentos que permitem nova rodada de geração de riqueza. Queda agora, resultados ruins ali na frente.

O setor de serviços tem sido o grande abrigo de boa parte da geração de riqueza. Com ciclos de caixa mais rápidos, com maior pulverização em relação ao número de empresas, na média, o setor ajudou a segurar a geração de riqueza no país. O crédito mais abundante barato tem também seu efeito: o consumo das famílias subiu.

Considerando que os dados divulgados são um retrato e que a economia se assemelha muito mais a um filme, pela sua dinâmica, podemos afirmar que, a combinação da desoneração fiscal e queda nos juros, mudou e mudará os resultados dos trimestres a serem apurados pelo IBGE, mesmo considerando que o nível de investimentos está aquém do desejado. Desta maneira ficaremos somente com o conceito de recessão, pois no mundo real, neste momento, já sinais de reversão do desempenho econômico.

O governo Federal até comemorou o desempenho da economia dizendo que havia muito pessimismo no mercado, que a queda foi menor do que a prevista, contudo, avalio que o Presidente e seus assessores deveriam ser mais prudentes, pois o próprio governo errou em exagerar no otimismo inicial. Não acertaram nem os pessimistas do mercado e tampouco os otimistas do governo.

Independentemente de quem acertou ou errou é fato que o setor público tem papel importante na velocidade da recuperação: melhorar a qualidade de seus gastos, afrouxar a política monetária, continuar com a desoneração fiscal e atuar de maneira responsável, identificando gargalos e setores que passam por dificuldades, com ações práticas e certeiras.

Retrato é retrato, mas sempre enseja reflexões.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr
jun 8
    

.

.


A Bolsa de Valores

Depois de amargar perdas significativas, a Bolsa de Valores de São Paulo apresenta excelente desempenho neste ano. Na prática o que se observa é a entrada firme do capital estrangeiro, que vem em busca de boas oportunidades de ganhos , coisa que o Brasil oferece. Não somente a Bolsa tem bons atrativos, por exemplo, os títulos públicos do Brasil remuneram em torno de 6 vezes mais do que um título de um país de primeiro mundo, como os Estados Unidos.

Os pequenos investidores têm vez na Bolsa?

Avalio que os pequenos investidores devem experimentar aplicar em ações. Sugiro que apliquem no máximo 15% do valor disponível e que a aplicação seja para pelo menos por 1 ano. Desta maneira o risco é diluído e neste horizonte de tempo foge-se das fortes oscilações. As Corretoras de Valores aceitam aplicações a partir de R$ 300,00. É uma aplicação que envolve certo risco, ou seja, pode ganhar ou perder, mas somente aplicando é que será possível conhecer melhor o mundo das ações.

O CDI

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Este certificado rende uma taxa de juros. Um investidor comum não pode comprar um CDI, pois ele é negociado entre bancos. Mas é possível, por exemplo, combinar com o banco que um Certificado de Depósito Bancário – CDB, renda 98% ou 100% do CDI. Há fundos de investimentos que rendem um percentual sobre o CDI. Por isso usam a expressão DI em algumas modalidades. O CDI tende a oferecer uma taxa de juros maior do que os juros normais praticados no mercado. Em momentos de incertezas, aplicações em papéis que guardem uma relação com o CDI é uma boa indicação.

As etapas da guerra chamada poupar

Muitas pessoas não conseguem guardar dinheiro porque se rendem a sociedade de consumo e acabam confundindo os verbos necessitar e precisar com o verbo desejar. Por exemplo: em vez de dizerem necessito de um carro ou preciso de um carro, deveriam dizer, desejo um carro. Com isso a tentação é superada e em seguida viria a segunda pergunta: tenho dinheiro para comprar um carro? Se a resposta for não, ficará somente no desejo e o endividamento é evitado. É como se fosse uma guerra: poupar é a primeira batalha, investir corretamente, fazendo seu dinheiro crescer, é a segunda. Usufruir dos resultados obtidos é vencer a guerra!

O sonho do brasileiro é ser padrão

Diferentemente de outros países meus brasileiros gostariam de construir seu próprio negócio, ou seja, ser patrão. Partem para negócios de pequeno porte e acabam não indo bem em função da falta de planejamento. Estatísticas apontam para mais de 35% de encerramento das atividades no primeiro ano de vida da empresa. Os negócios próprios acabam sendo arriscados porque o empreendedor concentra todas as suas energias e recursos financeiros em um só negócio. É a velha estória de colocar os ovos em uma única cesta. Na prática o empreendedor não se beneficia da diversificação. Pode ser um bom caminho para fazer riqueza, mas pode ser um caminho para perda de muito dinheiro. Seu sonho é ser patrão? Então faça um bom plano de negócios, planeja, profissionalize, conheça o mercado e reduza os riscos.

Quando é recomendável tomar crédito

Os juros são absurdamente elevados no Brasil. Isto a maioria das pessoas tem consciência. Então quando é recomendável tomar crédito? Em se tratando de empresas, pode ser interessante tomar crédito para comprar uma mercadoria necessária, que tenha sinalização de alta de preços. Pode-se ainda tomar crédito para investir em um negócio, cuja rentabilidade seja bem superior que os juros a serem pagos. Outra recomendação é tomar crédito para quitar integralmente a fatura de cartão de crédito e o cheque especial. São modalidades com juros exagerados. Também vale a pena tomar crédito para pagar um empréstimo cuja taxa de juros é superior a esta nova modalidade. E evidentemente o crédito é bem vindo quando ocorrem emergências. Neste último caso é importante manter sempre o cadastro bancário atualizado. Fora estas situações, juntar dinheiro, poupando é o melhor e mais barato caminho.

Prêmio da Revista Atenção

Quero cumprimentar o jornalista Luiz Carlos Cordeiro pela perseverança em manter sua Revista “Atenção” e pela realização do evento que premia personalidades da cidade, o chamado Prêmio Atenção. Também parabenizo os agraciados com o prêmio e agradeço a lembrança de meu nome como destaque na área de economia. Fiquei emocionado com a homenagem à minha saudosa esposa Renata Cafeo. O troféu que recebi, recebeu seu nome. Cordeiro obrigado e um abraço.

Mude para melhor!

Solenize sempre suas conquistas, por menores que sejam estas conquistas. É o sabor de viver. Mude já, mude para melhor! Até a semana que vem.

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr

« Anterior