O governo da presidente Dilma Roussef enfrenta um grande desafio em 2012: criar condições no sentido de manter o nível de atividade econômica.
As indefinições na velocidade e forma de recuperação da Europa, somadas ao momento econômico americano, têm levado a uma diminuição na produção brasileira.
De um lado há menor demanda por parte do resto do mundo, de outro lado os agentes econômicos que operam no mercado interno, receosos, estão pisando o pé no freio.
O que temos na prática é uma nítida redução de velocidade da geração de riquezas no Brasil. É como se um carro estive em uma autoestrada a 120 km/h e entrasse em uma estrada mais simples em que a velocidade máxima permitida caísse para 80 km/h por hora. Observem que diminui a velocidade, mas não deixa de andar. Neste exemplo, partimos do princípio que haverá obediência as leis de trânsito.
No caso específico da presidente Dilma o desafio adicional é garantir àqueles que melhoraram sua condição de vida, com mudança de classe social, não sejam afetados. A popularidade da presidente despencaria caso houvesse um retrocesso nesta questão.
Há instrumentos para contornar os efeitos da crise, mas há também a necessidade do controle inflacionário. Por exemplo: é possível continuar reduzindo a taxa de juros. Também é possível abrir mão da tributação de produtos que operam em setores que influenciam toda uma cadeia produtiva, ou seja, ampliar o crédito e reduzir preços com desoneração fiscal, mas sempre de olho nos preços internos.
As enchentes em alguns estados brasileiros e a seca no sul do país afetarão a oferta de produtos agrícolas e haverá uma pressão sobre os preços. Isso vai na contramão de um afrouxamento necessário nas políticas monetária e fiscal.
Vamos ver como a atual equipe econômica conduz este processo e como a presidente Dilma se comporta em momentos como este.
O desafio é enorme, mas a competência tem que ser superior.














