dez 4
    

A manchete não está errada. A discussão do mundo econômico é se a recuperação da economia se dará em W, U ou V.

Muitos colocam somente o W e o U, mas a inclusão do V apresenta alternativa a análise.

Os indicadores da economia no mundo todo demonstram que boa parte dos países saiu chamada recessão técnica. Há abalos ainda, como o de Dubai, mas já não são capazes de provocar estragos tão intensos nas bolsas e na própria economia.

O Brasil tem demonstrado vigor na recuperação econômica. Estudos apontam para um crescimento na ordem de 5% para 2010.

Na condução da política macroeconômica a dúvida que existe é se a retomada do crescimento é sustentável.

Uma ala de economistas entende que poderemos observar novo ciclo de recessão. Neste caso estaríamos no formato W, ou seja, a economia teve um decréscimo, retomando em seguida, mas se abalando novamente, até ensaiar nova recuperação. Podemos chamar de cenário pessimista. A justificativa seria a volta da inflação à medida que os preços ficaram defasados no ápice da crise. Para combater a alta de preços seria necessária uma política monetária austera, indo no sentido contrário do crescimento mais robusto da economia.

Outra ala entende que teremos uma recuperação em U, ou seja, teríamos chegado ao fundo do poço, e agora seria a vez da recuperação, mais lenta, suave como a parte debaixo da letra U. Cenário intermediário.

Já a recuperação em V apontaria para uma recuperação mais rápida, com pouca permanência na área de recessão. Cenário otimista.

Tanto para análise em U como para em V a aposta é que não haveria ambiente para novas quedas no desempenho econômico, posto que teríamos chegado ao limite de quedas no mundo todo.

Compartilho com aqueles que entendem que a economia se recupera em U. A crise internacional se apresentou como verdadeiro aprendizado e a ciência econômica já provou ter testado mecanismos que permitem encurtar os ciclos econômicos.

De qualquer maneira cada um pode fazer sua leitura. O fundamental é ter conseguido no período de crise, assimilar as mudanças na forma de atuar no ambiente econômico e com isso enfrentar tanto crescimento, como eventual recessão, com muita maturidade, ou seja, mais bem preparados.

Escolha sua letra.

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nov 19
    

James Hunter em seu livro “O Monge e o Executivo” ao tratar de liderança coloca entre outros pensamentos a indicação que “se continuarmos fazendo as mesmas coisas, colheremos os mesmos resultados”. Na prática o que Hunter coloca é que sejamos capazes de fazer diferente para colher diferente.


Isso vale para tudo. Muitas vezes estamos desgostosos com a nossa vida profissional. Lamentações e mais lamentações, gerando um ciclo vicioso que alimenta a alma negativamente. Neste momento algo mais forte tem que nos mover, indicando “se continuar fazendo as mesmas coisas, colherá os mesmos resultado”, e neste mesmo momento tem vir o plano alternativo, de mudar o rumo das coisas. Pode ser uma mudança simples, de rotina, por exemplo, ou até mesmo mais radical, de emprego.


Observo muitos casais descontentes com o relacionamento amoroso. Acham que a coisa está muita fria. Se continuarem mantendo a forma atual de se relacionar, a coisa irá continuar fria.


Na escola estudantes que tiram notas ruins pressionam os professores, entretanto se esquecem de avaliar como estão estudando. Invariavelmente deixam acumular matéria e estudam nas vésperas das provas. Se continuaram estudando assim, terão os mesmos resultados.


Empresários, profissional liberais e uma série de outros profissionais criticam a condução da economia, a gestão do país, o caos das cidades, o trânsito, a correria do dia a dia, enfim, tudo que entendem que atrapalham o desempenho profissional e até pessoal, contudo, são poucos que estão dispostos a lutar para mudar este estado de coisas, e vivem isolados, sem preocupação coletiva, portanto, continuam a fazer as mesmas coisas, colhendo os mesmos resultados.


O calendário é sábio. A proximidade do final de ano nos leva a refletir sobre nossa conduta e nos indica que planejar é preciso. Entendo que devemos aproveitar a virada do ano e elencar aquilo que precisamos fazer diferente para colher diferente.


Uma coisa é certa: as coisas mudam e o conhecimento se multiplica, se não sairmos da zona de conforto, continuaremos colhendo os mesmos resultados, mantendo a insatisfação atual.


Fazer mais e diferente, mudando o rumo das coisas. Reflita sobre isso.

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out 2
    

A economia americana ainda patina. Dados do segundo trimestre deste ano apontam para manutenção da recessão nos Estados Unidos, com retração no trimestre de 0,7% se comparado a idêntico período.


Esses dados podem gerar certo pessimismo no curto prazo, mas dados preliminares apontam para um terceiro trimestre em recuperação.

Independentemente deste desempenho americano, não há motivos para abalos na economia brasileira.


Os números do produto interno bruto brasileiro já apontaram crescimento. Além deste aspecto os chamados fundamentos econômicos brasileiros estão se consolidando.


Em outras palavras: para este ano as projeções apontam no sentido da recuperação. Isso garante que em 2010 o país manterá o ritmo de crescimento.


Até mesmo o péssimo resultado das contas públicas, com queda de 68% no superávit primário não será capaz de comprometer o otimismo para os próximos meses.


O desafio maior para o Brasil vem depois das eleições. Crescer quer dizer investir em infra-estrutura. E lamentavelmente não estamos caminhando na direção de eliminar gargalos. Também tem o aspecto dos gastos do certo público. Os novos governantes, da situação ou oposição, terão que enfrentar esta questão. Caso contrário o ônus para o setor privado será enorme, retardando, entre outras coisas, a queda mais contundente da taxa de juros.


Em resumo: este ano pouca coisa abalará a economia brasileira, até mesmo notícias ruins vindas de fora. O caminho para 2010 está de alguma maneira alicerçado, contudo, o grande desafio será manter o crescimento de forma sustentada. Para que isso efetivamente ocorra, pensar em próxima eleição é pouco, precisamos construir um plano de longo prazo, muito mais como projeto de Estado do que de governo.


O diagnóstico é conhecido, à medida que o Programa de Aceleração no Crescimento foi criado neste sentido, mas como tudo no Brasil, em muitos casos, estas ações se perdem na burocracia da máquina pública.


É hora de avanços mais firmes, criando condições efetivas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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jan 29
    

Já fizeram suas projeções para esse ano? O tamanho do crescimento da economia brasileira é uma incógnita. O Fundo Monetário Internacional indica 1,8%. Otimistas projetam entre 2,5% e 3,0%.

Na prática o que sabemos mesmo é que a crise internacional atingiu o lado real da economia.

Um dos termômetros é exatamente o nível emprego. Setores importantes, que atuam em ampla cadeia produtiva, estão revendo seus quadros. Com isso milhares de brasileiros perderam seus postos de trabalho. A diminuição do tamanho da indústria afeta diretamente os trabalhadores das companhias e indiretamente seus fornecedores, prestadores de serviços, entre outros.

É uma revisão para menos.

É verdade que muitas empresas optam por este caminho, o da dispensa. Mas há empresas dos mais variados setores que apostam na manutenção do emprego, custe o que custar, pois sabem como é oneroso treinar, qualificar e lapidar a mão-de-obra.  Estão abrindo para parcerias. Compartilhando redução de custos. Empresários abrindo mão de retiradas e se a decisão for pela dispensa de empregados, trabalham para que tenham o menor impacto possível.

Se de um lado o mundo pode entrar em recessão, com números pessimistas ou otimistas, o indicativo que no Brasil a palavra de ordem é desaceleração, indicando, mesmo com menor intensidade, crescimento.

Como alguns indicam que é preciso piorar para melhorar, quem conseguir se estruturar para enfrentar esse primeiro trimestre, poderá colher frutos a partir daí.

A irrigação externa via crédito pode minimizar o impacto interno.

Em resumo: é hora de sair da vala comum. Como dissemos: é hora de parceria e com isso nem é preciso esperar piorar para melhorar.

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