22 de September de 2011
Nestes últimos dias o mercado externou seu nervosismo na cotação do dólar. A moeda norte-americana se apresentou como porto seguro para alguns investidores e especuladores que observam a deterioração do ambiente econômico internacional.
As incertezas quanto à recuperação da economia dos Estados Unidos, de alguns países europeus, notadamente da Grécia e ainda dúvidas em relação ao Japão têm tirado o sono de quem opera o mercado, notadamente nos mercados acionários e do câmbio.
Na prática a economia brasileira de hoje tem pouca diferença da economia de algumas semanas atrás. Desta maneira não há nada relevante que justifique e que sustente uma cotação do dólar no patamar atual.
O Brasil mantém reservas cambiais confortáveis chegando a US$ 333 bilhões; tem recursos represados a título de depósito compulsório na ordem de R$ 450 bilhões, o que garante a liquidez do sistema financeiro; mesmo tendo reduzido a taxa básica da economia ainda pratica a maior taxa de juros do mundo; tem um mercado aquecido e com uma demanda interna forte; enfim não motivos para que o dólar desgarre tanto.
Além da blindagem descrita, não há o menor interesse por parte da equipe econômica do governo Federal que o dólar suba muito rapidamente. Uma escalada forte do dólar traria a chamada inflação importada, em um momento em que a inflação interna não foi completamente controlada. Elevação lenta e gradativa seria o desejado pelo governo.
Um dólar mais próximo de R$ 1,80 seria muito útil à geração de superávit comercial com o resto do mundo, contudo, não há motivos técnicos que indiquem tendência de alta da moeda norte-americana, pelo menor até o ano que vem.
Como já colocado é um nervosismo de curto prazo, em que, na dúvida os que operam no mercado optam pela segurança.
Como o mercado está à deriva, não há como fazer apostas do tempo em que esse nervosismo se manterá, resta, portanto, não se precipitar e esperar a tempestade passar.
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16 de September de 2011
Os pais e responsáveis vivem um dilema: atendem ou não todos os pedidos dos adolescentes?
Entre vários “sonhos” de consumo está a ditadura da moda que tem nos produtos de “marca” seus carros chefes. Além da moda há o salão de beleza, os ambientes “chics”, o lanche da multinacional e uns cem números de outros desejos.
Quer por status, quer para se sentir incluso, ou ainda para simplesmente ostentar, entendendo que desta maneira será “popular”, os adolescentes podem levar famílias ao caos financeiro.
Tudo isso tem um preço, e caro. A mídia sabe o potencial deste mercado e explora com maestria.
Isso leva a desejar, por exemplo, um celular, mas não um simples celular, tem que ser o top, aquele que contempla todos os recursos para a conectividade total. Quando o assunto é ir à praia ou a piscina, na ótica deles, é impossível não ter pelo menos três roupas de banho distintas. Em se tratando de mulheres, são pelo menos três biquínis, de “marca”.
O tênis deve ser o mais conhecido. Pouco impor se custa em torno de um salário mínimo. É este, ou nada feito, afinal o que amigos vão dizer? E pensar que usei conga e kichute na minha adolescência…
Os acessórios são outros desejos de consumo. Brincos, colares, relógios, entre outros, devem mostrar todo o lado fashion das meninas.
Os garotos desejam os bonés, roupas transadas e nas festinhas, sempre bem vestidos para impressionar.
A estética está em alta não somente no universo feminino. Os meninos se renderam aos cabelos produzidos, perfumes de “marca” entre outros.
O que fazer diante deste quadro?
Na prática os filhos são reflexos dos pais e educadores. Os responsáveis pelos filhos devem deste a infância estabelecer limites de consumo e demonstrar com clareza o quanto é difícil ganhar dinheiro e manter um patamar de consumo elevado. Evidentemente que há aqueles que nasceram em condições financeiras mais vantajosas, mas mesmo estes devem ser educados para vida financeira. É o que podemos chamar de dar valor às coisas.
Uma educação completa impõe limites, ensina que o equilíbrio da vida está em utilizar os bens materiais para melhorar a vida e que os verdadeiros valores não estão em possuir, ter coisas, mas sim em ter uma consciência coletiva, em forjar cidadãos que pratiquem a solidariedade e que sabem que o melhor é ser reconhecido pelo que efetivamente a pessoa é.
Não é tarefa fácil. Esta geração nasceu digital, se isola, pula etapas na vida, são sedutores desde cedo e cresceram com os descartáveis, com a falta de perenidade.
A educação completa passa por ensinar os limites em cada etapa da vida. Se há adolescentes consumistas, muito de deve a permissão que os pais concederam.
Nunca é tarde para rever essas questões. Isso vale tanto aos pais, como para os filhos adolescentes. Viver com mais simplicidade pode ser um primeiro indicativo.
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8 de September de 2011
Todo final de ano vem às mesmas dúvidas: como utilizar de maneira adequada o décimo terceiro salário? Estamos em setembro e a preocupação já está presente.
É evidente que o valor do décimo terceiro para milhões de brasileiros não um montante expressivo que permita fazer tudo.
Com pouco ou muito dinheiro o trabalhador terá que fazer escolhas. Eu poderia indicar aplicar o dinheiro em Fundos de Investimentos ou ainda em Certificados de Depósito Bancário ou até mesmo na caderneta de poupança. Poderia ainda indicar gastar em uma viagem, enfim, realizar um sonho de consumo.
Serei racional o prático. Proponho que você inicie o ano sem dívidas. Isso mesmo. Começar o mês de janeiro sem nenhuma pendência deste ano. O salário de janeiro seria para pagar as contas de janeiro e não as remanescentes de novembro e dezembro deste ano.
Para isso é preciso disciplina. Separe uma parte do dinheiro para a festa de final de ano. Limite os gastos com presentes. Parta para as famosas lembrancinhas. Utilize cada valor recebido até o final de ano para cobrir pendências.
Caso esteja utilizando o limite do cartão de crédito ou a fatura está elevada, comece a gastar menos a partir de agora até que o valor mensal caiba em orçamento. Também priorize a cobertura do cheque especial.
Reúna a família e diga de seu propósito em zerar as contas. Estabeleça regras de gastos e metas de economia.
Comece pelo gasto com comunicação. Racionalize o uso do celular forçando a redução do valor da conta. Faça isso também com as demais despesas da casa.
Peça a todos da família que comprem roupas ou sapatos somente para reposição. Nada de comprar um bem que será mais um entre muitos já existentes.
Tente diminuir os gastos com transporte. Faça ainda um esforço em economizar no supermercado, evitando os supérfluos.
Enfim, se deseja efetivamente iniciar o ano sem dívidas não é preciso esperar o décimo terceiro chegar. Na prática o décimo terceiro deve vir para ajudar a entrar o ano sem preocupações com compromissos não honrados.
Controlar as finanças do lar é sinônimo de qualidade de vida. Seja proativo e não espere o final de ano chegar.
Você deve ser o piloto de sua vida financeira.
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6 de September de 2011
A ciência econômica oferece importantes instrumentos para o controle da economia. Para o efetivo cumprimento das metas macroeconômicas, entre elas o controle da inflação e o crescimento da economia, os governos utilizam-se principalmente da política fiscal e monetária.
O Brasil ao longo dos anos optou por combinar as duas políticas, contudo, em poucos momentos da história recente criou condições para desarmar principalmente a política monetária e nesta, a política de juros.
Com um Estado inchado e gastador a política fiscal, ou seja, a arrecadação tributária e os gastos públicos, pouco foi utilizada para abrandar a necessidade de compensar esta ineficiência na gestão pública com prática de juros nas alturas.
Isso é fácil ser confirmado, basta analisar a relação carga tributária com o produto interno bruto: o país saltou de 25% em 1994, início do Plano Real, para algo em torno de 38% atualmente. Foram 13 pontos percentuais de crescimento sem que houvesse qualquer mudança estrutural no país, indicando que este aumento na arrecadação se perdeu em gastos públicos cada vez mais elevados e o que é pior, em custeio, na manutenção da máquina pública, com pouco foco em investimentos.
Neste contexto a política monetária é aplicada no sentido de compensar esta ineficiência. Juros elevados encurtam o tamanho do setor privado, controlando os preços pela inibição de demanda em vez de incentivar o aumento da oferta.
Com estas práticas o crescimento econômico não se sustenta e a política monetária (principalmente os juros) serve de moderadora, evitando que a conquista da estabilidade seja abandonada.
O governo da Dilma Rousseff tem demonstrado disposição em mudar este estado de coisas. Já no início de mandato adotou medidas neste sentido e nesta semana anunciou a ampliação do esforço fiscal para gerar sobras que permitam gradativamente desatrelar o controle econômico da política monetária.
Não é tarefa fácil à medida que economizar indica fazer escolhas. Se o comportamento político fosse racional, e não o é, seria mais fácil, mas há um jogo de interesses, emendas parlamentares, partidos de sustentação do governo, projetos que dependem de maioria, isso tudo sem falar do desafio em diminuir (já que não é possível eliminar) os desvios via corrupção, observada cotidianamente no seio do governo.
Pode-se até questionar a magnitude do ajuste ou até mesmo sua efetividade, mas uma coisa é verdadeira: o diagnóstico é correto.
Teremos somente que observar se não serão medidas somente para jogar para a torcida, com pouca aplicabilidade. Isso será comprovado quando os juros caírem, a inflação estiver controlada e o crescimento da economia se sustentar. Uma hora isso tem se tornar realidade.
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