27 de May de 2011
É até estranho um Economista afirmando que o consumo é mais emocional do que econômico, mas é a pura verdade.
Por mais que haja racionalidade no consumo, as pessoas precisam exercitar o controle nos gastos. Algumas pessoas acabam compensando no consumo de bens e serviços suas frustrações, ansiedade e o cem números de outras questões emocionais da vida moderna.
Quando isto ocorre o endividamento é inevitável. Gastam além de sua capacidade de pagamento. Os sintomas clássicos são: uso permanente do cheque especial, pagamento mínimo da fatura de cartão de crédito, atraso no pagamento das demais contas e a coisa se agrava quando até mesmo contas essenciais, com água e energia, deixam de ser pagas.
As estatísticas apontam que há no Brasil mais de 15 milhões de endividados a maioria por problemas emocionais. Foi criado, inclusive, o Grupo de Devedores Anônimos, para auxiliar na melhoria emocional destas pessoas.
Os familiares devem ficar atentos ao comportamento consumista de seus entes. Também devem orientar os adolescentes. Observo jovens que não controlam suas contas, e que já estão com o nome negativado junto aos órgãos de proteção ao crédito. A formação completa dos indivíduos passa também pela educação financeira.
Outro fator que vem fazendo estragos no orçamento familiar é a busca de status. O consumo de produtos de grife cresce e com ele os gastos excessivos. Na prática as famílias precisam equalizar o padrão de vida. Muitas vivem em mundo imaginário entendendo que tudo podem. Para manter as aparências exageram em seus gastos e quando se dão conta, as dívidas se tornam impagáveis.
Isso vale para qualquer faixa de renda. Há pessoas endividadas tanto ganhando pouco, como ganhando muito. Ostentam sem possuírem poder aquisitivo.
É chegado um momento que, ou param para rever o comportamento de consumo e com ele o padrão de vida estabelecido, ou irão se afogar em dívidas, cujas consequências vão desde a perda do crédito, até o rompimento de relacionamentos. Por sinal a questão financeira já é uma das principais causas de separação de casais.
Muitos até pensam: consumo logo existo! Na prática deveriam pensar: gasto dentro do limite de minha renda, logo tenho qualidade de vida!
Considerando que este exagero no consumo vem mais do emocional do que do econômico, chegou o momento de refletir se seu padrão de vida atual está adequado ao fato de contemplar qualidade de vida. Se a resposta for negativa, procure ajuda.
Em se tratando de finanças pessoais, todo cuidado é pouco!
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19 de May de 2011
Estudos do Banco Mundial apontam que as economias do Brasil, China, Rússia, Índia, Indonésia e Coréia do Sul vão responder por mais da metade da economia mundial em 2025, portanto, o Brasil, segundo os estudos, fará parte dos líderes globais.
A pergunta é: será que isso ocorrerá?
Se a análise for baseada somente na capacidade de gerar riqueza a resposta pode ser sim, contudo, somos sabedores que os desafios são maiores do que essa análise.
O Brasil primeiramente precisa desarmar a maneira atual de conduzir a política econômica. Este modelo que tem um lado um Estado gastador e de outro um setor privado concentrador (poucas empresas dominando setores importantes da economia) tem que ser revisto.
Controlar a economia com carga tributária nas alturas e com maiores juros do mundo não nos credencia a ingressar no seleto grupo dos países desenvolvidos. Isso sem mencionar o pífio desempenho externo brasileiro.
Além da necessária mudança na condução da política econômica nacional é preciso investir em educação. Mas não esta educação atual que está mais preocupada com o tempo de permanência dos alunos em sala de aula, com as estatísticas, e sim na educação com qualidade.
Também é imperativo investir em ciência e tecnologia. O país não tem uma política definida de retenção de talentos e não nos estruturamos adequadamente para avançar tecnologicamente.
As reformas estruturais precisam sair do papel. Deveriam estar na pauta do dia à revisão das leis trabalhistas, a reforma administrativa, os avanços no judiciário, isso sem falar na revisão total da carga de tributos e suas formas de tributação. O Estado, em todas as suas esferas precisa ser mais eficiente.
A infraestrutura deve receber investimentos robustos. Portos, aeroportos, estradas, armazéns, enfim, o chamado custo Brasil precisa sair de cena.
Enfim, não é tarefa fácil chegar como referência de potência econômica, é um longo caminho, que pode e deve ser trilhado, mas fica evidente que se não sairmos do marasmo atual, da visão de curto prazo, os estudos de organismos nacionais e internacionais serão meras peças teóricas.
O diagnóstico é conhecido, faltam ações na direção das necessárias mudanças na estrutura do país para efetivamente sermos um dos líderes mundiais com crescimento sustentado, contemplando qualidade de vida a sua população.
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11 de May de 2011
Os números não mentem: a inflação está presente. O governo admitiu que ficará mais próxima dos 6,5% (teto) do que dos 4,5% (meta) em 2011.
Os Institutos que apuram o patamar da inflação ainda captam altas de preços.
No seio do governo e nas análises macroeconômicas já é possível projetar queda nos próximos meses, posto que foram tomadas inúmeras decisões neste caminho, como contenção de gastos públicos, aumento dos juros, aumento de IOF, entre outros.
Ocorre que a renda não acompanhará a alta de preços. Desta maneira é imperativo que o consumidor redobre a atenção e tente driblar a inflação.
Uma das velhas e conhecidas técnicas para diminuir o valor gasto na compra dos produtos é pesquisar. Muitos perderem este hábito, prática comum quando a inflação batia os 40% ao mês. Selecione jornais, panfletos, entre na internet, enfim, seja proativo quanto aos preços.
Outra maneira de economizar é substituir marcas ou produtos. Muitos consumidores só compram produtos de uma determinada marca, sendo que o mercado oferece inúmeras opções. Se a marca preferida está fora de um preço aceitável, dê oportunidade para outra marca, mais barata. Outra opção é substituir produtos. O exemplo mais emblemático vem do consumo de carne vermelha. Os preços subiram muito e somente agora é que começam a cair. Neste caso prefira carnes brancas como frango e peixe. Sempre haverá alternativas mais baratas a disposição do consumidor.
O consumidor deve estar atento aos produtos de safra. Com maior oferta dos produtos de época os preços tendem a cair. Não adianta insistir em comprar produtos cuja produção cai muito neste período. É rasgar dinheiro.
Se você faz parte de alguma associação vale a pena a compra cooperada. Reúna algumas famílias e faça compras em volume. O que se chama ganhar em escala. Desta maneira você pode exigir desconto adicional pelo volume consumido.
Reúna a família e peça que segurem os demais gastos. Isso vale para vestuário, combustível, energia elétrica, comida fora de casa, entre outros. É hora de pensar na redução do gasto global e isso é possível quando todos da família estão imbuídos dos mesmos propósitos.
Em tempos de descontrole de preços o consumidor tem que exercitar sua soberania no consumo: produtos que estão com preços abusivos, se forem rejeitados, terão seus preços reduzidos.
Não é preciso esperar o governo agir, pois de seu dinheiro, cuide você!
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5 de May de 2011
Pronunciamentos dos representantes da equipe econômica indicam que o governo Federal não cumprirá a meta máxima do patamar da inflação anualizada que é de 6,5% ao ano.
A meta fixada é de 4,5% podendo, no limite, atingir, dois pontos percentuais a mais. Alegam que os preços internacionais das commodities são os principais fatores para que a inflação não seja controlada como planejado.
Mesmo considerando esse ambiente hostil para um controle mais acentuado dos preços internos, o governo não pode abrir a guarda.
Nosso passado em termos de inflação nos condena. Vivenciamos por décadas preços fora de controle. Criamos a chamada correção monetária, que, se não nos levou a hiperinflação, também não permitiu que a mesma caísse.
A engenharia do plano Real nos colocou no rol dos países que controlam adequadamente os preços, mas isso é pouco.
Não compartilho com aqueles que entendem que somente com política monetária restritiva é que se controla a inflação. Na prática é preciso atacar as inúmeras frentes que causam o aumento de preços, a começar pelo controle dos gastos públicos. Outro fator relevante é o efeito da indexação de preços, que mesmo sendo minimizado, toda vez que a inflação passada se eleva, gera um foco novo de inflação. Também é possível o controle setorial de preços, enfim, é preciso sair da mesmice no controle inflacionário brasileiro dos últimos anos.
Mesmo não compartilhando da premissa citada, avalio que, quando há pressão muito forte, com focos evidentes de inflação, toda munição deve ser utilizada.
Entendo que o atual governo não quer comprometer o crescimento econômico e com ele a geração de empregos, mas é uma questão de escolha, optando pelo bem maior, que neste momento é controle dos preços.
Assim, utilizar-se da política monetária em toda sua dimensão e ao mesmo tempo agir no controle das demais variáveis já citadas, ofereceria ao mercado a ração que ele deseja: austeridade com estratégia.
Sempre vale lembrar que inflação no Brasil, mesmo que pequena, é semelhante a uma pequena gravidez, uma hora cresce, portanto, todo cuidado é pouco.
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