O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou estudo apontando para um crescimento de 21,7% do PIB per capita nos últimos 14 anos.
O PIB – Produto Interno Bruto é o indicador da riqueza do país, refletindo tudo que se produz no território nacional. O PIB per capita é a divisão do valor do PIB pelo número de habitantes. É um indicador questionável à medida que indica uma média de renda por pessoa, o que não quer dizer muita coisa. Por exemplo: alguém tem duas casas e outra pessoa nenhuma casa, na média cada um tem uma casa, o que não é verdade.
De qualquer maneira o crescimento do PIB per capita demonstra que, mesma na média, o país vem melhorando sua renda.
O que chama a atenção neste estudo é o valor que cabe a cada um dos habitantes brasileiros: o baixíssimo valor de R$ 5.405,00 ao ano em 2009. Saltou do já baixo R$ 4.441,00 em 1995, para o valor citado.
Além da constatação do baixo valor, fica evidente a péssima distribuição de renda no Brasil. Na região Sudeste, por exemplo, o PIB per capita foi de R$ 19.200,00 em 2009, ou seja, 255,2% a mais do que a média do Brasil. Na região Nordeste são modestos R$ 6.700,00.
Existe um abismo social no Brasil. Isso demonstra que é preciso mais que crescer economicamente, é preciso desenvolver economicamente. O primeiro é indicador quantitativo, o segundo, qualitativo.
Por sinal, já passou da hora de avaliarmos os governantes deste país por melhoria em indicadores qualitativos, que demonstrem a ampliação da qualidade de vida das pessoas.
Se de um lado podemos comemorar a melhora do PIB per capita, de outro lado fica cada vez mais evidente que é imperativo aumentar o bolo da renda e com este aumento melhorar a distribuição de renda no país. Talvez essas questões se apresentem como os maiores desafios do país, indo muito além dos programas sociais existentes.
Que o debate político contemple essa análise.
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