30 de August de 2010
Não há consenso, mas cresce a corrente de economistas que entendem que os Estados Unidos poderão conviver com nova recessão. O foco que estava concentrado na Europa já não é mais tão intenso em função das recentes medidas implementadas naquele continente.
Na prática, os americanos não fizeram a lição de casa e a ajuda financeira do governo americano nos últimos meses somente contornou a crise, não estancando definitivamente suas causas. Algumas letras podem explicar como o mercado avalia essa possibilidade de recessão. Inicialmente, a percepção era que a economia americana se comportaria como a letra U. Houve uma queda no nível de atividade, atingindo o menor patamar para uma rápida recuperação em seguida.
Atualmente, são dois outros cenários: o primeiro semelhante a letra L. Queda acentuada no nível de atividade e recuperação lenta ao longo dos anos. O outro cenário, mais crítico, é o que avalia o comportamento da economia americana semelhante à letra W. Houve a recessão, em seguida rápida recuperação, para um novo mergulho na recessão, para somente em segundo momento ocorrer a recuperação.
O pior cenário seria o descrito como letra W. Nesse caso, o centro do problema seria nos Estados Unidos com consequências mundiais ao longo do tempo. O impacto no Brasil se daria em dois ou três anos, portanto, não permitiria acomodação nos louros das conquistas até então alcançadas.
É evidente que em ano de eleições o governo brasileiro não tem interesse algum em fomentar o debate em torno destas questões. E o que é mais preocupante: pouca coisa está sendo construída para blindar o País se efetivamente nova crise for desencadeada.
O importante para as empresas, entidades e as pessoas em geral é que o cenário atual não cegue a análise de eventual nova turbulência econômica e as decisões necessárias sejam adiadas. Não é hora de pessimismo, mas também não é o momento de otimismo exagerado.
Na prática, os americanos não fizeram a lição de casa e a ajuda financeira do governo americano nos últimos meses somente contornou a crise, não estancando definitivamente suas causas. Algumas letras podem explicar como o mercado avalia essa possibilidade de recessão. Inicialmente, a percepção era que a economia americana se comportaria como a letra U. Houve uma queda no nível de atividade, atingindo o menor patamar para uma rápida recuperação em seguida.
Atualmente, são dois outros cenários: o primeiro semelhante a letra L. Queda acentuada no nível de atividade e recuperação lenta ao longo dos anos. O outro cenário, mais crítico, é o que avalia o comportamento da economia americana semelhante à letra W. Houve a recessão, em seguida rápida recuperação, para um novo mergulho na recessão, para somente em segundo momento ocorrer a recuperação.
O pior cenário seria o descrito como letra W. Nesse caso, o centro do problema seria nos Estados Unidos com consequências mundiais ao longo do tempo. O impacto no Brasil se daria em dois ou três anos, portanto, não permitiria acomodação nos louros das conquistas até então alcançadas.
É evidente que em ano de eleições o governo brasileiro não tem interesse algum em fomentar o debate em torno destas questões. E o que é mais preocupante: pouca coisa está sendo construída para blindar o País se efetivamente nova crise for desencadeada.
O importante para as empresas, entidades e as pessoas em geral é que o cenário atual não cegue a análise de eventual nova turbulência econômica e as decisões necessárias sejam adiadas. Não é hora de pessimismo, mas também não é o momento de otimismo exagerado.
13 de August de 2010
“Perante Deus eu juro fazer da minha profissão de Economista um instrumento não de valorização pessoal, mas sim utilizá-lo para a promoção do bem estar social e econômico de meu povo e minha nação, cooperar com o desenvolvimento da ciência econômica e suas aplicações, observando sempre os postulados da ética profissional”.
Esse é o juramento dos Economistas. A Profissão foi regulamentada em 13 de Agosto de 1951 pela Lei 1411, portanto, 13 de agosto é considerado o DIA DO ECONOMISTA.
É uma profissão que mistura fascínio com desafios. O fascínio vem do próprio texto do juramento do Economista, que sintetiza a essência da ciência econômica, ou seja, estar voltada para a promoção do bem estar social e econômico. Já o desafio está centrado no fato de que as decisões de política econômica nem sempre caminham nesse sentido.
Muitos que criticam a postura do Economista confundem o Profissional, pessoa física, com as decisões de política econômica.
Esquecem-se que existem metas econômicas conflitantes e que administrar a escassez é o ponto central da ciência econômica. Outros, equivocadamente, relacionam as crises econômicas e os planos de estabilidade econômica aos Economistas, como se o fator político não tivesse sido decisivo nesses momentos mais agudos da vida brasileira, representados nos fracassos do plano Cruzado, Verão, Collor, entre outros. Por outro lado poucos enfatizem o sucesso na condução da estabilidade econômica alcançada no Plano Real, plano econômico elaborado pelos Economistas.
Não obstante esse erro de avaliação por parte da sociedade, neste dia do Economista há muito a comemorar.
É uma classe que permanentemente participa do debate dos grandes temas nacionais. Além disso, é presente em todos os momentos em que há necessidade de avaliar os mais variados indicadores tanto para entender o curto prazo, como para traçar estratégias de longo prazo. É um olhar mais do que quantitativo: o Economista por sua capacidade de abstração tem um olhar qualitativo, afinal um número sem interpretação adequada é somente um número.
E se há um futuro promissor nesse país, não tenham dúvida que para chegar até ele os Economistas terão papel fundamental.
Ter orgulho de ser Economista é o retorno alcançado por aqueles, que sem pensar em si, mas na coletividade, estudam, debatem, orientam e acima de buscam soluções para os graves problemas sociais.
Parabéns Economistas que escolheram essa ciência social como Profissão e nunca esmoreçam, e não se esqueçam do juramento:
“Perante Deus eu juro fazer da minha profissão de Economista um instrumento não de valorização pessoal, mas sim utilizá-lo para a promoção do bem estar social e econômico de meu povo e minha nação…”.
Parabéns Economistas neste dia 13 de Agosto.
5 de August de 2010
Estamos em plena era da internet. Inauguramos a chamada nova economia, mudando a visão da questão da escassez tão presente na “velha economia”.
Falamos de velocidade nas decisões, no fim da intermediação tradicional. Os documentos são digitalizados. Os arquivos são armazenados em sistemas como o dropbox. É a era da mídia digital. Das apresentações multimídia. São redes de relacionamento. É o MSN, Facebook, Twitter, smarts fones, TVS de LED, 3 D e tantas outras formas de se manter conectado. É a convergência de mídias.
Era da informação transformada na era do conhecimento. É o instantâneo, o global!
Temos até uma sensação de impotência diante de tanta informação e evolução tecnológica.
Na outra ponta nos deparamos com o persistente burocrata. Alguém criou a máquina de copiar e o burocrata inventou a requisição para tirar cópias. O burocrata é capaz de enviar e-mail e ligar em seguida para confirmar se realmente o destinatário recebeu a mensagem.
O burocrata cria o título de eleitor sem fotos e depois exige que a população apresente um documento com foto para confirmar que se trata mesmo do eleitor. Tem fraudes, alega. Pensar em unificar documentos, jamais!
O burocrata é incapaz de criar um sistema que elimine filas. Mas ele inventou as senhas, argumentam alguns. É verdade, mas ele distribui as senhas e em determinado momento manda avisar que o horário de atendimento acabou, portanto, volte outro dia. Muitos serviços públicos são assim.
Criaram os planos de saúde, as carteirinhas que identificam o usuário. O burocrata criou a autorização de exames. Dá-lhe fila!
O setor de emergência hospitalar é fundamental. Atendimento para quem está correndo riscos. O burocrata inventou que em determinados casos somente começa o atendimento depois de preencher toda a papelada. Inversão de prioridade.
Todos os documentos têm validade, desde que, evidentemente com autenticação em cartório, determina o burocrata.
Esse burocrata. Não enxerga além de seus olhos. É incapaz de desconcentrar datas para quitação de dívidas. Todos devem comparecer no dia indicado. Todos juntos. Haja sistema e gente para suportar tanta gente junta!
Confunde eficiência com eficácia. Alimenta-se dos carimbos, da papelada, da intermediação exagerada, enfim, daquilo que todos nós abominamos.
Enquanto formos dominados por este burocrata o indicativo é que pouca coisa mudará.
Na era do conhecimento e da velocidade se faz necessária uma mudança de postura facilitando a vida das pessoas.
Em última instância o que queremos é manter e ampliar a qualidade de vida. O burocrata caminha no sentido contrário, lamentavelmente.