25 de março de 2010
O que efetivamente diferencia a atuação de uma empresa da outra? A visão empresarial.
Não raramente nos deparamos com fatos que nos levam a refletir como certas empresas conseguem se impor no mercado.
Muitos segmentos ou ramos de atividade sofrem demasiadamente com a crise ou com a própria falta de demanda no mercado, e outras, no mesmo segmento, conseguem deslanchar.
Nesse momento é que surge o diferencial de quem está no comando.
Pessoas hábeis, que se utilizam dos instrumentos de planejamento estratégico, para buscar os diferenciais.
Praticam aquilo que para alguns só fica no discurso: utilizar na plenitude a criatividade; incentivar talentos; agregar valor ao produto; incorporar excelência na prestação de serviços; encantar os clientes.
Muitos lêem, participam de palestras, colecionam farto material didático, mas não conseguem colocar em prática.
Vivem de paradigmas do tipo: já tentei e não deu certo; eu faço assim há 30 anos, não vou mudar; o mercado está em crise; na teoria é fácil, quero ver na prática; e por aí afora.
Desanimam qualquer equipe.
A visão empresarial requer dedicação, compartilhar decisões, alinhavar parcerias, se espelhar nos bem-sucedidos; ter otimismo.
Tendo essas práticas contornamos os momentos difíceis, transformando as ameaças em oportunidades.
Os sábios, os estrategistas, sabem praticar isso adequadamente.
Pense nisso e veja como está a sua prática na empresa.
18 de março de 2010
Uma das características das eleições presidenciais que se aproximam é a previsibilidade quanto a discussão de qual modelo econômico o Brasil adotará.
Quando da sucessão de Fernando Henrique Cardoso, havia uma discussão ideológica. De um lado a manutenção do modelo neoliberal e do outro o discurso histórico de um Partido dos Trabalhadores que pregava maior participação do Estado na economia.
A prática demonstrou que houve somente continuidade na maneira de conduzir a economia nacional, não obstante a mudança de estilo da gestão implementado pelo Presidente Lula.
Considerando a possível polarização entre PT e PSDB não haverá de parte a parte nenhuma discussão calorosa quanto ao modelo a ser adotado daqui para frente. Por sinal pensar em mudança radical na condução da economia nacional é dar um tiro no pé, à medida que a estabilidade econômica está em curso e com ela uma excelente avaliação do atual governo.
O PT terá que manter a coerência e indicar os mesmos caminhos trilhados até agora pela equipe econômica, e o PSDB, condutor por oito anos da estabilidade econômica nos moldes atuais, não trará novidades sobre o destino da economia nacional.
O que restará na discussão política? Modelo de gestão. Aqui sim será possível analisar a política de gastos públicos, com redução dos gastos em custeio privilegiando os gastos em investimentos, ações que melhorem a distribuição de renda no país, com melhoria na educação pública, eliminação da burocracia e desperdício dos recursos públicos, enfim, uma infinidade de questões que permitirão em última instância identificar estilos de gestão.
No tocante aos gastos públicos talvez seja o maior desafio para o próximo governo, a medida que o atual governo abriu a guarda neste particular.
Ao eleitor caberá a avaliação crítica, considerando que de novidade teremos pouca coisa.
Será o neoliberal versus neoliberal.
11 de março de 2010
Nesta quinta-feira o IBGE divulgou os números do produto interno bruto brasileiro em 2009: retração de 0,2% se comparado ao ano anterior. Em outras palavras a riqueza do país encolheu no ano passado.
O resultado seria alarmante se o desempenho dos últimos meses do ano também fosse ruim, entretanto, não foi isso que ocorreu. O quarto trimestre de 2009 apresentou crescimento de 2%, abrindo caminho para as projeções otimistas de 2010.
A coisa funcionou assim em 2009: de um lado o governo subestimando os efeitos da crise internacional e demorando a intervir preventiva e corretivamente na economia, de outro lado, quando o governo agiu permitiu que a economia recuperasse mais rapidamente do se previa. Claro que estamos levando em conta a média do desempenho, podendo existir comportamentos distintos ao analisarmos setorialmente a economia.
No detalhe tivemos o seguinte comportamento do PIB em 2009: agropecuária com recuo de 5,2%, também com recuo o setor industrial (-5,5%), observando altos os setores de serviços (+2,6%), consumo das famílias (+4,1%) e os gastos do governo (+3,7%).
Além da recuperação econômica do último trimestre de 2009 a boa notícia é que os investimentos privados voltaram a expandir: +6,6%, atingindo 16,7% do Produto Interno Bruto. Mesmo ficando abaixo dos 20,1% que era o desempenho pré-crise e sendo o pior desempenho desde 2006, esta retomada dos investimentos permite manter o otimismo para 2010.
Os números divulgados confirmaram o que o mercado já sabia e a maioria está com o olhar voltado para o desempenho desde ano. Neste particular podemos manter as projeções para algo em torno de 5% de crescimento para este ano. Mas nem tudo são flores. O sinal de alerta da inflação já foi aceso. Janeiro e fevereiro vieram carregados e o governo começa a mexer na política monetária. Já enxugou o excesso de liquidez da economia com a retomada dos recursos injetados o ano passado via liberação do compulsório bancário e ainda deixou claro na última ata do Comitê de Política Monetária que os juros básicos podem voltar a subir.
É o chamado cobertor curto: crescimento sem sustentação de longo prazo gera desequilíbrio entre oferta e procura e os juros servem para segurar a alta dos preços.
Independentemente das variáveis preocupantes tudo aponta para um ano de bom desempenho econômico, portanto, saibamos tirar proveito disto.
4 de março de 2010
Boa parte dos brasileiros, diferentemente do que ocorre em outros países tem por desejo montar seu próprio negócio.
Esses brasileiros em vez de desenvolverem suas carreiras em grandes corporações preferem ser empreendedores.
Não obstante este desejo, até legítimo, a prática tem apontado para resultados nada animadores.
Nem sempre um bom técnico ou alguém que recebeu uma indenização financeira ou possui uma reservar financeira ou ainda uma boa idéia de negócio, possui todas as habilidades necessárias para enveredar pelo mundo dos negócios.
Primeiramente erram em não planejar o negócio. Não fazem seu plano de negócios e investem sem saber exatamente quais são as ameaças e oportunidades que o empreendimento pode trazer. Com isso acabam não se alicerçando financeiramente e se o negócio não tem resposta imediata em termos de venda e lucro, buscam recursos de curto prazo a um custo extremamente elevado.
Além disso, não investem nas habilidades necessárias para empreender. O dia a dia da empresa exige gestão competente. Além de cuidar da parte operacional, oferecendo produtos ou serviços de qualidade é preciso administrar pessoal, fornecedores, bancos, entre outros.
O empreendedor deve saber antecipadamente que atuará em mercados competitivos e que a atividade empresarial tem por característica principal o risco, portanto, não terá certeza se efetivamente conseguirá o retorno desejado.
No passado havia tudo por fazer, portanto, os pioneiros tiverem tempo hábil para aprender na prática como gerenciar suas organizações, o que permitiu a muitos possuírem atualmente empresas robustas e que trilharam um caminho de crescimento consistente, mas esse tempo já passou.
Hoje é capital intensivo, mercado competitivo, pouca coisa é inovadora e o consumidor está cada vez mais exigente, podendo inclusive adquirir produtos 24 horas por dias em sites de venda online.
Em resumo: empreender sim e pode apresentar bons resultados, auxiliando este empreendedor a construir riqueza, contudo, sem planejamento, sem controle, e sem estratégias comerciais e financeiras adequados engrossará as estatísticas que apontam para a baixa sobrevivência das pequenas e médias empresas em seus primeiros anos de vida.
Os desafios das pequenas e médias empresas são enormes e quando necessário é preciso buscar ajuda profissional evitando que o sonho de ser empreendedor não se torne pesadelo.