A Associação Nacional dos Executivos de Finanças divulgaram pesquisa apontando para queda nos juros médios cobrados dos consumidores em novembro: ficaram 6,96% ao mês ou 124,21% ao ano. Caíram 0,07 ponto percentual.
Observem a magnitude dos juros anuais: 124,21%. São escorchantes. Em um pais que projeta taxa anual de inflação de 4,5% e que remunera um título público em 8,75% ao ano é cômico, se não fosse trágico, pensar em juros nessa magnitude.
Na prática é como se a paciente chamada economia brasileira só sobrevivesse com doses excessivas de remédios. É uma recomendação exagerada.
Não podemos aceitar que o país possua padrão de primeiro mundo no controle de preços e seja obrigado a impor juros estratosféricos.
Somos sabedores que a queda dos juros não virá por decreto, mas também somos sabedores que se faz necessário abdicar do excesso de conservadorismo que tem caracterizado a equipe econômica, notadamente as autoridades monetárias do Banco Central.
Juros elevados inibem o crescimento econômico e como ele a geração de emprego e renda.
Os juros básicos têm sua função indutora da redução, mas é pouco. É como se o governo federal aceitasse a agiotagem institucionalizada, afinal, em que país do mundo juros tão elevados são aceitos com a passividade que aceitamos aqui Brasil?
Nem mesmo a justificativa da eventual volta da inflação é aceitável, pois o resto do mundo consegue com juros extremamente menores manter os preços sob controle.
Os bancos oficiais podem exercer importante papel na reversão deste estado de coisas. Enquanto isso não acontece resta somente indicar aos consumidores em geral: podendo, evitem contrair empréstimos, sob risco de entrarem em verdadeiro ciclo vicioso.
Juros escorchantes são inaceitáveis.
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