out 22
    

O governo utilizou-se da velha prática de criar impostos para encobrir a ineficiência estrutural do país.

Com a entrada maciça de dólares no país a cotação da moeda norte americana despencou. O real, sobrevalorizado, é um impeditivo para ampliação das exportações brasileiras e na outra ponta um estímulo as importações.

O governo, através de sua equipe econômica, optou por taxar com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) o ingresso de recursos estrangeiros, canalizados para os mercados de renda fixa e de capitais.

Resolverá o problema? O dólar subirá? No curto prazo o mercado reagirá no sentido desejado pelo governo, contudo, não se sustenta por um longo prazo. Na prática o Brasil oferece uma taxa de juros real, acima da inflação, muito atrativa, e não será a alíquota de 2% deste novo imposto que irá segurar a cotação do dólar.

Há quanto tempo ouvimos falar e comprovamos a existência do chamado custo Brasil? O custo Brasil é o resumo “romântico” da total falta de competitividade dos produtos brasileiros. Assim o custo de produção é onerado com estradas ruins, portos e aeroportos obsoletos, falta de infraestrutura no armazenamento e escoamento da produção, carga tributária elevada, juros nas alturas, leis trabalhistas ultrapassadas, judiciário lento, estado ineficiente, entre tantas outras.

A cotação do dólar no patamar atual pode sim ser competitiva, desde que eliminemos todo desperdício de recursos que o Brasil apresenta, os quais, acabam onerando em demasia o preço final dos produtos brasileiros, forçando a compensação via câmbio.

Se efetivamente o Brasil se apresenta como a bola da vez para o capital estrangeiro, e se mantivermos e devemos manter o câmbio flutuante, taxações são somente paliativos que não atacam as causas do problema. Dá até para desconfiar se o governo federal não está querendo somente compensar a perda de arrecadação deste ano, criando um novo imposto.

Se houver uma disposição em tornar o Brasil mais competitivo, agregando valor ao produto a ser exportado, é factível pensar em um dólar no preço atual, sem que haja perda de exportação.

Governos que pensam somente no curto prazo, são semelhantes àqueles que não planejam para onde querem ir, neste caso, qualquer lugar é bom.

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out 15
    

O dia 15 de outubro é consagrado ao Professor. Falo em consagrado porque é nesta dimensão que devemos entender a missão de educar.

Transcende o mero caráter da profissão que busca o sustento da família. Vai muito além, pois cabe ao Professor transformar a informação em conhecimento, e passar ser um referencial no tocante a formação de seus alunos.

Penso que há unanimidade no sentido de entender que a educação é capaz de construir uma verdadeira revolução. Se temos que forjar cidadãos, senhores de si, que sejam sujeitos da história, é via educação que conseguiremos.

Então porque esta profissão não foi sendo desprestigiada ao longo do tempo? Há muitas respostas, mas compartilho com aqueles que entendem que ao longo do tempo o interesse pessoal, do poder pelo poder, falou mai alto, e quem quer manter o status quo, não incentivará o desenvolvimento do senso crítico, uma das características do ensino sério, com qualidade.

Mesmo com tantos obstáculos, observamos que os Professores encaram seu desempenho como verdadeiros apóstolos. Emprestam seu tempo, conhecimento e sabedoria, para ajudar os pais na educação de seus filhos.

Muitos chegam a abrir mão do maior convívio familiar para cumprir esta nobre missão de educar.

O Professor é diferenciado. Tem presença de espírito, sabe lidar com situações adversas, é versátil, é capaz de deixar problemas pessoais de lado, para ministrar “aquela” aula com qualidade. É tolerante. É rigoroso. É um ser que possui alma de guerreiro. É ímpar. É sonhador. É até um visionário.

Professor de escola pública, particular, ensino fundamental, universitário, pouco importa, cada qual, dentro de espaço e tempo optou por servir e nãos ser servido.

Desafios? Inúmeros. Valorização profissional? Não há dúvida. Esmorecer diante da total desvalorização? Jamais.

É assim, cumprindo a missão de construir uma nova e crítica sociedade que o Professor tem muito a comemorar, sempre.

Professores: hoje é seu dia, comemore muito, pois o diferencial desta profissão está em sua essência.

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out 2
    

A economia americana ainda patina. Dados do segundo trimestre deste ano apontam para manutenção da recessão nos Estados Unidos, com retração no trimestre de 0,7% se comparado a idêntico período.


Esses dados podem gerar certo pessimismo no curto prazo, mas dados preliminares apontam para um terceiro trimestre em recuperação.

Independentemente deste desempenho americano, não há motivos para abalos na economia brasileira.


Os números do produto interno bruto brasileiro já apontaram crescimento. Além deste aspecto os chamados fundamentos econômicos brasileiros estão se consolidando.


Em outras palavras: para este ano as projeções apontam no sentido da recuperação. Isso garante que em 2010 o país manterá o ritmo de crescimento.


Até mesmo o péssimo resultado das contas públicas, com queda de 68% no superávit primário não será capaz de comprometer o otimismo para os próximos meses.


O desafio maior para o Brasil vem depois das eleições. Crescer quer dizer investir em infra-estrutura. E lamentavelmente não estamos caminhando na direção de eliminar gargalos. Também tem o aspecto dos gastos do certo público. Os novos governantes, da situação ou oposição, terão que enfrentar esta questão. Caso contrário o ônus para o setor privado será enorme, retardando, entre outras coisas, a queda mais contundente da taxa de juros.


Em resumo: este ano pouca coisa abalará a economia brasileira, até mesmo notícias ruins vindas de fora. O caminho para 2010 está de alguma maneira alicerçado, contudo, o grande desafio será manter o crescimento de forma sustentada. Para que isso efetivamente ocorra, pensar em próxima eleição é pouco, precisamos construir um plano de longo prazo, muito mais como projeto de Estado do que de governo.


O diagnóstico é conhecido, à medida que o Programa de Aceleração no Crescimento foi criado neste sentido, mas como tudo no Brasil, em muitos casos, estas ações se perdem na burocracia da máquina pública.


É hora de avanços mais firmes, criando condições efetivas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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