Reinaldo Cafeo – descomplicando a economia


9 de September de 2009

Copom manteve a taxa de juros básica

Category: Sem categoria – admplaneta – 11:25

 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil em sua última reunião manteve a taxa de juros básica em 8,75% ao ano. Ficou dentro do esperado a medida que há um entendimento que na retomada do crescimento econômico, que já está em curso, muitos preços tenderão a subir, portanto, rebaixar a taxa neste momento, poderia forçar uma elevação ali na frente, se os preços subirem simultaneamente.

 

Brasil tem a quarta maior taxa do mundo

Não obstante aceitar tecnicamente a decisão do Copom, o Brasil ainda exagera na taxa de juros. Praticamos a quarta maior taxa do mundo. Para esta análise leva-se em conta os juros básicos, descontada a inflação para os próximos 12 meses. Neste caso dá-se o nome de taxa real. O ranking em termos de taxa real anual é o seguinte: 1º. China: 7,2%; 2º. Tailândia: 5,9%; 3º. Argentina: 4,7% e 4º. Brasil: 4,5%. Considerando que outros países mantém inflação com juros reais na casa dos 2,5% ao ano, há clara demonstração que há espaço para novas reduções. O Banco Central brasileiro pode ser considerado conservador em termos de política monetária.

 

Juros na ponta são exorbitantes

Uma coisa é a taxa básica, que remunera os títulos do governo, outra coisa são os juros pagos pelos tomadores de recursos junto as instituições financeiras. Esses juros podem ser considerados exorbitantes. Alguns exemplos, sempre considerando a média do mercado. Empréstimo pessoal em financeiras, nada mais nada menos do que 253,26% ao ano. Cartão de crédito: 237,93% ao ano. Cheque especial: 136,59% ao ano. Juros do comércio: 102,13% ao ano. Conta garantida: 88,40% ao ano. Capital de giro: 54,47% ao ano. Desconto de duplicatas: 51,46% ao ano. Crédito Direto ao Consumidor para financiamento de veículos: 38,48%. É fácil observar que o país tem um longo caminho a percorrer, afinal, não adianta ter inflação de primeiro mundo, com juros, para quem precisa tomar recursos no mercado financeiro, de terceiro mundo. Por isso sempre indicamos: sempre que possível evite buscar recursos junto as instituições financeiras, notadamente para financiar o saldo devedor do cartão de crédito e o cheque especial.

 

Está endividado? Não é hora de saídas heróicas

O pior que o endividamento pode trazer é a negativação do nome do devedor. Quando isso acontece o mundo acaba? Não. Evidentemente que não é uma situação confortável, mas não é o momento de saídas heróicas. A negativação do nome tira o devedor do acesso ao crédito, mas tem um lado bom, evita novas dívidas, gera disciplina. Quando isto ocorrer priorize pagar as contas que são essenciais: aluguel, água, luz, condomínio, mensalidade escolar são prioridades. Verifique sua real capacidade de pagamento e em seguida liste todas as dívidas. Você será pressionado pelos credores, mas não aceite a primeira proposta, diga que teve problemas e que está buscando recursos para solucionar, afinal, o pior já aconteceu, ou seja, seu nome foi negativado. Nesta altura o credor já sabe disso e prefere um péssimo acordo do que uma boa demanda judicial. É fundamental ter uma estratégia tanto de pagamento, como de planejamento dos gastos para evitar dissabores futuros. Em resumo: neste extremo da dívida é o momento de respirar fundo e ter paciência. Se necessário busque ajuda junto aos profissionais da área.

 

O banco não pode debitar valores sem autorização

Há vários casos em que o correntista teve uma dívida ou até mesmo o saldo devedor do cartão de crédito debitado em conta corrente. Esta prática só tem legalidade se expressamente autorizada pelo correntista, ou seja, o banco não pode deliberadamente efetuar o débito. Se a origem é do salário coisa fica mais delicada ainda para o banco. Neste caso cabe indenização e até danos morais. Exija seu direito de consumidor.

 

Cuidado ao deixar de movimentar a conta corrente

O fato de não existir movimentação na conta ou deixá-la sem saldo não significa que a conta está cancelada automaticamente. Desta forma o banco continua a cobrar tarifas pela manutenção da conta. O consumidor deve ir até a agência e protocolar a solicitação de encerramento da conta, junto com a devolução dos cheques e cartão magnético. Redobre sua atenção para evitar acúmulo de dívidas em função do débito de tarifas.

 

P3 Brasil oferece curso de Perícia Econômico-Financeira

Será nos dias 11 e 12 de setembro na Associação Comercial. Veja detalhes no site www.p3brasil.com.br.

 

Mude para melhor!

Fiquei pensando o quanto é importante o presente. Afinal o nome já diz: é um presente. Gastamos tempo demais lembrando do passado e planejamento o futuro, nos esquecendo do quanto é importante viver intensamente o agora. Claro que precisamos usar das experiências passadas para amadurecer e traçar metas para sabermos para onde ir, mas isso não pode se sobrepor ao saborear o presente. Mude agora,mude para melhor!Boa semana e acesse www.jornaloplanetaeconomia.com.br

Gostou? Compartilhe!
  • E-mail this story to a friend!
  • Print this article!
  • Google
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • Live
  • Ping.fm
  • Pownce
  • Technorati
  • Digg
  • Tumblr

Related posts:

  1. É imperativo reduzir a taxa de juros no Brasil! O Banco Central brasileiro vem promovendo reduções sucessivas na taxa...
  2. Ata do Copom     Já teve curiosidade em ler a ata do...
  3. Os juros precisam cair para o tomador final O Banco Central através de seu Presidente, Henrique Meirelles,...
  4. A queda dos juros na prática A taxa Selic foi reduzida, mas não necessariamente chegará ao...
  5. Copom: mais do mesmo As decisões do Copom – Comitê de Política Monetária são...

Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.

No Comments »

No comments yet.

RSS feed for comments on this post. | TrackBack URI

Leave a comment

XHTML ( You can use these tags): <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong> .