Sem dúvida alguma o presidente Lula é um grande comunicador. Fala de maneira que atinge em cheio o grosso da população. Talvez aí esteja a justificativa de parte de sua grande popularidade.
Foram inúmeros momentos durante seus dois mandatos em que o Presidente conseguiu driblar crises e desviar o foco dos problemas.
Esses momentos foram desde o mensalão, passando por denúncias envolvendo seus familiares, pela crise do PT, até mesmo a crise internacional e agora chega ao “conflito”: incentivar setores que foram afetados com a crise, retirando parte dos tributos ou canalizar recursos diretamente aos pobres.
Observaram como ele fala diretamente ao povo mais simples, sem intermediários, sem interlocutores.
Imagine a reação de alguém que está desempregado, sem recursos para sustentar a família. Sem dúvida dirão: “este é o nosso presidente, dando dura do meio empresarial”, com o diz a moçada: “esse é o cara”.
Evidentemente que a fala dele tem um propósito: alertar o meio empresarial que não adianta reduzir a carga tributária dos produtos se esta redução não chegar ao preço final, na ponta do comércio. Mas a prática aponta que os setores, para sobreviverem, não têm outra alternativa senão a de reduzir os preços. É caso da indústria automotiva que está viva em função da desoneração fiscal. Mesmo a linha branca vem garantindo volume de vendas em face da queda dos tributos.
Em sã consciência dificilmente um segmento deixaria de repassar queda em seus custos aos preços finais só para aumentar a margem de lucro, sabendo que com preço mais elevado as vendas cairão. Então quem será que o presidente Lula quis atingir?
Penso que ninguém diretamente. Ele quis mesmo é marcar presença, quis falar o óbvio que é distribuir recursos públicos diretamente as pessoas, prática, aliás, comum neste governo através das “bolsas” implementadas nestes últimos anos.
Observem que a colocação tem pouca praticidade. Atingiria quem? Com qual critério? Em que volume? De onde viriam os recursos?
O que é preciso considerar é o tamanho que o Estado brasileiro está tomando. Gastos em crescimento, empreguismo, corrupção, desvios, falta de qualidade nos gastos públicos, baixos investimentos, enfim, uma verdadeira bomba relógio que explodirá no próximo governo.
O Lula gosta mesmo é de sofismar. E de sofisma em sofisma vai aumentando sua popularidade.
Desonerar a produção ou dar dinheiro aos pobres? Quem quer vida digna, sabe que tem que ser o senhor de seu destino, portanto, não quer esmola, quer trabalho. A resposta cada de um de nós já sabe.
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